Vou logo avisando que a “crítica” a seguir é de um fã que esperou anos (!!) por este filme. Então, pega leve 🙂

Quem acompanhou Harry Potter desde pequeno ou mesmo quem assistiu os filmes depois de a saga ter terminado (tsc!) sabe que existe todo um mundo que envolve o bruxo mais famoso da Terra. Além de todas as poções, feitiços, segredos e nomes importantes que todo fã sabe decor, existem seres extraordinários, criados especialmente para a enriquecer e dar um toque de realismo e exclusividade à narrativa bruxa. Estes são os famosos Animais Fantásticos, tema do mais novo roteiro de J.K. Rowling.

A história se passa anos antes de Harry Potter e é focada na comunidade bruxa de Nova York. Além de um cultura diferente, NY tem uma série de leis tidas como ‘retrógradas’, bem diferentes da comunidade europeia. E já falando em diferenças, J.K. Rowling aproveita o filme para apresentar mais uma escola: a Escola de Magia e Bruxaria de Ilvermony, com sede na América Latina.

Seguindo adiante, o filme conta como Newt Scamander chegou na cidade para conseguir um animal [fantástico] para estudar e logo em seguida voltar às suas viagens. O ex-lufano foi expulso de Hogwarts por colocar em risco a comunidade bruxa e os alunos da Escola, embora Alvo Dumbledore, então professor, defenda que ele é inocente.

Acontece que na viagem, Scamander deixa escapar acidentalmente alguns de seus ‘bichinhos’ e eles causam tremendo alvoroço na cidade. O maior perigo é que a sociedade bruxa fique exposta aos no-majs (abreviação de não-mágicos, também conhecidos como trouxas, em Londres) e eles comecem a caçá-la. A corrida contra o tempo é para evitar que os animais destruam Nova York e revelem a identidade secreta dos bruxos. Em meio ao cenário de confusão, aparecem as figuras de Grindelwald e Credence, que serão os maiores desafios de Newt.

O filme dirigido por David Yates (sim, o mesmo diretor de Relíquias da Morte) tem mais de 2h de duração e massacra a visão dos espectadores com tanta autoridade que dá vontade de sair correndo e entrar na tela para chorar com cada personagem (acreditem, eu também queria fazer isso). O que mais surpreende na trama é a riqueza incrivelmente detalhada dos efeitos especiais. É claro que esperávamos ver algo realmente grande, já que David também dirigiu A Lenda de Tarzan (crítica aqui) e a fotografia do filme estava espetacular, mas no caso de AFOH, a surpresa é ainda maior. São guarda-chuvas que surgem de varinhas, figurinos bem trabalhados e até uma câmara da morte mágica que completam este deleite. Além disso, quem é aficionado pela saga, vai reconhecer na trilha sonora vestígios de Harry Potter, o que dá mais nostalgia.

Sobre os personagens, o que deixou a desejar, para alguns fãs, foi a curtíssima aparição de Johnny Depp, uma das maiores expectativas do filme. Como você já sabe, ele interpreta Grindelwald, o parceiro de Dumbledore. Eddie Redmayne, no entanto, surpreendeu mais uma vez, com uma atuação que valorizou bastante o personagem de Newt Scamander. Katherine Waterston, Ezra Miller, Dan Fogler e Samantha Morton compõe o restante do elenco que contracenou com maestria o longa mais aguardado do ano.

Bem feito feito.