Tim Burton é incrível, sabemos disso! Com o filme: O Estranho Mundo de Jack, foi uma onda de tratos psicológicos, o filme não é sobre o Natal, o filme é sobre o vazio que as pessoas tem e que não sabem como preencher.

Jack é um ser que vive na Cidade do Halloween. Neste local fantástico, os seres que lá habitam, vivem se preparando para a tão esperada data. Fazem apresentações – para eles mesmos -, enfeitam a cidade, fantasiam-se… E Jack é o personagem principal, o que dizem ser o mais assustador.

Porém, nosso personagem começa a enjoar da festividade, e busca algo novo. Vagueando pela floresta, encontra um lugar com várias árvores enfeitadas com temas festivos, como Páscoa, Natal e Dia de Ação de Graças. Mal sabe ele que essas árvores são na verdade portais, para as outras Cidades. 

Jack não via mais sentido na sua vida, fazendo exatamente tudo de novo ano após ano. Era um deja vú eterno, uma rotina imperdoável que dentro dele e de nós mesmos acomete diversas vezes em poucos anos.

O que achei interessante é que O estranho mundo de Jack é também um musical, assim como Edward, mãos de tesoura e O barbeiro demoníaco da Rua Fleet. Tim usa, nestes três filmes os mesmos ingredientes: personagens macabros, porém com uma musicalidade doce e triste, que mesmo se o personagem for um vilão, somos conquistados por sua ingenuidade.

A pergunta não é o que preciso mudar, mas sim o que preciso aprimorar na vida pra entendê-la melhor. Precisamos disso para dizer se o lugar em que estamos é realmente o lugar em que precisamos estar.