A principal estreia da semana é “Kingsmen: Serviço Secreto”, que combina ação e sátira aos filmes de espionagem ao estilo de James Bond. Na trama, Colin Firth (“Magia ao Luar”) ensina um moleque do gueto a se tornar um espião sofisticado, e graça à direção estilizada de Matthew Vaughn (“X-Men: Primeira Classe”) supera as expectativas do seu subgênero. Trata-se da terceira adaptação de quadrinhos consecutiva de Vaughn e a segunda baseada em criação de Mark Millar (a primeira foi a igualmente divertida “Kick-Ass”). Já tendo superado os US$ 200 milhões em bilheteria mundial, “Kingsman” deve repetir seu sucesso no Brasil num lançamento em 433 salas,

Matthew Vaughn é um cineasta com uma filmografia peculiar. Quatro dos cinco longas em seu currículo são adaptações de quadrinhos ou romances gráficos. Seu mais recente filme, este “Kingsman – Serviço Secreto” também entra nesta categoria, marcando a segunda vez que o cineasta e sua co-roteirista habitual Jane Goldman levam uma HQ do escritor escocês Mark Millar para a telona.

Assim como “Kick-Ass – Quebrando Tudo”, colaboração anterior do trio, “Kingsman” é uma produção deveras explícita e que subverte um filão conhecido dos filmes de ação, usando essa subversão para, através do absurdo, atenuar o impacto da violência de suas cenas de ação, com Vaughn caminhando com habilidade na tênue linha que separa o explorativo do ridículo.