Certamente você já leu por aí (quem sabe no seu feed de notícias do Facebook ou numa imagem fofinha do Instagram) a frase “Eu me sinto infinito”. Claro, a esta altura, você também já sabe de onde ela é. E é isso mesmo: ela está no livro As vantagens de ser invisível. Mas será que você sabe a história sobre ele?

No romance de Stephen Chbosky, Charles é um garoto recém saído da puberdade e que passa por uma série de transformações e conflitos típicos da idade. A relação com sexo, drogas, preocupação com o futuro, Sam, Patrick, sua tia falecida e seus surtos psicológicos rodeiam a trama e tornam o livro um dos queridinhos da cinematografia adaptada porque, claro, você também já sabe que o livro ganhou filme, não é mesmo?

Um dos aspectos que mais chama à atenção em As vantagens de ser invisível é a sensibilidade exacerbada do protagonista. Especialmente pelo fato de o livro ser enfocado na dimensão psicológica, vista pelos olhos do próprio Charles em cartas a um “pseudoamigo distante”, o leitor tem a sensação de estar dentro do mundo do personagem. Cenas corriqueiras com os amigos na escola e do Natal em família ganham ainda mais intensidade na conturbada – e fantástica –  mente de Charles.

Durante todo o desenrolar da história, o personagem principal nutre um romance secreto – mas não escondido – por Sam, sua melhor amiga, também irmã de Patrick, seu amigo gay. Aliás, Chbosky ressalta e valoriza o romance homoafetivo, explorando os aspectos mais sagazes que a sexualidade tem sobre os jovens e a descoberta da maturidade.

Por fim, a obra do cinema que ganhou vida nas mãos do próprio escritor, roteirista e diretor Stephen Chbosky não foge tanto do livro, principalmente porque está sob o comando do mesmo autor. É daqueles filmes que valem a pena serem assistidos sozinho ou com os amigos e pegam o espectador de jeito com músicas indie e muito brownie (vai lá, você sabe do que eu estou falando…).

Diante disso, só desejo a você uma boa leitura – e um bom filme também, de preferência.