O livro Eleanor & Park é uma linda história de amor e salvação. Eleanor é uma pobre garota sofredora de dezesseis anos. A mãe de Eleanor é separada e casou-se novamente com um cara que é o maior canalha do mundo.

O padrasto de Eleanor agride a esposa e maltrata todos os seus filhos. Ele passa o dia enchendo a cara e sua maior glória é humilhar a família. A trama tem grande contexto de violência doméstica.

A pobre Eleanor foi expulsa de casa no ano anterior e durante um ano morou na casa de uns amigos da mãe, até que teve que voltar ao lar doce lar.

Com essa vida incrível de Eleanor, sabe o que faltava? Bullying. Eleanor não tinha roupas decentes, nem escova de dentes e além disso mal podia tomar banho direito porque o único banheiro da casa não tinha porta. Para piorar ela era ruiva, cabelos cacheados e ela “achava” que era gorda. Com esse cenário, estava na cara que os coleguinhas da nova escola iam amar implicar com ela.

No primeiro dia de aula, Eleanor foi ao colégio de ônibus e ninguém queria lhe dar um lugar para sentar, então Park lhe deixou sentar ao seu lado. Esse gesto de Park foi impulsivo e mais por pena do que por simpatia.

A partir desse dia, Eleanor sentava ao lado de Park no ônibus e ambos não trocavam uma palavra, todavia Eleanor começou a espiar as revistas em quadrinho (X-Men e Watchmen) de Park e ele deixou que ela lesse junto com ele. Park começou então a deixar revistas no banco de Eleanor que por dedução entendia que ele estava emprestando as revistas para ela ler em casa.

Foram muitos dias de silêncio até que eles começaram a conversar e gradativamente se apaixonando ao som de The Cure e de Smiths.

Viver esse amor foi muito complicado por causa da aparência de Eleanor e dos conflitos familiares da menina. Park foi a grande salvação da vida de Eleanor, ele se tornou a verdadeira razão de querer acordar todo dia e enfrentar a vida. Park foi para Eleanor como o amor deve ser, tornou os dias melhores e trouxe leveza para a vida de Eleanor que,  por sua vez,  foi tudo na vida dele também. Eleanor era a última menina da face da terra por quem Park se apaixonaria, por isso mesmo ela foi única e transformou a vida dele.

– Não gosto de você, Park – ela confirmou, num tom que, por um segundo, pareceu indicar que era sério mesmo. – Eu… – a voz dela quase desapareceu. – Eu acho que vivo por você. – Ele fechou os olhos e meteu o rosto no travesseiro. – Acho que nem respiro quando não estamos juntos – ela sussurrou. – O que significa que, quando te vejo na segunda de manhã, foram umas sessenta horas sem respirar. (…) Só o que faço quando estamos separados é pensar em você, e só o que faço quando estamos juntos é entrar em pânico. Porque cada segundo parece ser importante. 

Esse livro acende uma chama dentro de nós, a chama do amor. E nos faz lembrar de como deve ser o amor: puro e verdadeiro. Eleanor é a heroína, uma sobrevivente, e Park é um príncipe, um salvador.

Uma leitora deixou esse comentário no site da Saraiva que retrata bem esse amor.

“Eleanor e Park me levaram a uma época em que o simples gesto de segurar a mão de quem você ama podia ser o maior (e melhor) evento do mundo”.

Vai ser difícil largar os personagens depois do fim da leitura!