Assim que peguei esse livro já me interessei por se passar na Itália. Eu e o país temos uma relação de amor sem nunca termos nos visto. AINDA. A Stefanon em mim chega a chorar quando pensa em andar naquelas ruas lindas e maravilhosas.

Mas vamos ao livro:
Lina é uma personagem maravilhosa que perdeu a mãe para o câncer e se descobre cumprindo a promessa que fez à  matriarca de ir à Itália passar um tempo com Howard, que descobre depois ser seu pai. Acontece que ela nem queria ir e não sente ligação nenhuma com o rapaz.

O livro é sentimental e rolou lagriminhas em diversos momentos. O sentimento de perder alguém aflorou em mim e parecia que eu estava sentindo a dor de Lina a cada página. A mãe de Lina deixa um diário que conta toda a estadia dela na Itália e a nossa personagem começa um reconhecimento de tudo que a mãe viveu e descobre que nem conhecia a mãe tanto assim.

Entre tantas descobertas e novidades (sem spoilers, mas há uma reviravolta nessa história e nem tudo parece ser o que é), há muito choro e desespero. E também muito romance. Ali ela descobre um grande amigo, Lorenzo, que acaba se tornando um aliado e um algo a mais no coração de Lina.

Personagens cativantes e maravilhosos. Amei cada um com um pedaço do meu coração. Totalmente leve, li em um dia. Daquele livro que dá uma ressaca literária e traz uma saudade da Itália e dos maravilhosos gelatos (saudade que ainda vou sentir).

O que não gostei muito nesse livro foram alguns amigos que ela conhece por lá. Achei todos tão forçados e fora da realidade que se tornaram desnecessários. Rossi também foi aquele cara que a gente pensa em dar meia dúzia de tapas na cara.

De resto, o livro foi um carinho no coração. A aceitação de perder alguém e entender que sempre vai doer é um bálsamo. É aceitar também que você pode, sim, ser feliz, embora tudo em sua volta tenha desmoronado. Valeu a leitura e me renderam ótimos sorrisos.

Arrisque-se por Florença comigo e por favor, mande-me um gelato. Obrigada.