O livro As virgens Suicidas foi publicado em 1993 e deu origem ao filme de Sofia Coppola com o mesmo nome: As virgens Suicidas

meninas lisbon

O livro As virgens Suicidas conta a trágica história da família Lisbon que vive em um bairro de classe média de Michigan e que sofre com o suicídio de suas cinco filhas: Lux, Mary, Cecília, Bonnie e Therese.

As meninas são lindas, sedutoras e completamente reclusas. O pai das meninas é professor de matemática na escola que elas estudam e a mãe além de ser dona de casa, é  uma fervorosa religiosa.

Talvez pela própria beleza ou  pelo mistério que envolvia as meninas, o fato é que elas mexiam com o imaginário dos garotos do bairro. A história é narrada através da percepção dos garotos que eram obcecados pelas meninas e que sofreram muito ao perdê-las.

O primeiro suicídio, sem razão aparente, foi o de Cecília . Após o suicídio de Cecília, os pais que já eram conservadores resolveram aprisionar de vez as meninas Lisbon. Elas foram retiradas do colégio e todo o contato externo foi dissipado. Com isso, fatalmente ocorreram os suicídios das outras quatro meninas.

“Tudo avança e se expande, nada desmorona e morrer é diferente do que se supõe e mais feliz”.

“No fim não foi a morte que a surpreendeu, mas a teimosia da vida”.

A história deixa muito pano para manga para especulação sobre a razão do infortúnio das meninas. Será que o suicídio foi um ato de egoísmo ou de libertação? Covardia ou o ato mais sublime de coragem? Foi culpa dos pais ou de Cecília que contaminou a família?

O fato é que a história me causou dois grandes pesadelos e grande empatia pelas meninas. Não é fácil ser adolescente, ainda mais uma adolescente que não pode conversar com garotos, que não pode frequentar festas do colégio, sem a alegria do primeiro beijo.

Por outro lado, não é fácil ser um pai e uma mãe com todos os perigos que permeiam a vida dos filhos. Muitos pais aguçam o instinto de superproteção e envolvem os filhos em uma cápsula para resguardá-los de sofrimento e perigos.

O livro é macabro, mas não é uma história de morte. Pelo contrário, é uma história de vida. As vidas que foram abruptamente interrompidas. Há uma grande controvérsia, não foi o desejo de morte que estimulou as meninas ao suicídio e sim o ardente desejo de viver.