Sou uma pessoa curiosa, meio detetive. Dai começo a ler “Quem era ela” o suspense já começa pelo pseudônimo do autor, isso já deixa o suspense no ar. Com um suspense de tirar o fôlego e um clima de tensão do início ao fim JP Delaney constrói um thriller brilhante repleto de reviravoltas ate a ultima página. uma historia de duplicidade, morte e mentira.

Sinopse:

É preciso responder a uma série de perguntas, passar por um criterioso processo de seleção e se comprometer a seguir inúmeras regras para morar no nº 1 da Folgate Street, uma casa linda e minimalista, obra-prima da arquitetura em Londres. Mas há um preço a se pagar para viver no lugar perfeito. Mesmo em condições tão peculiares, a casa atrai inúmeros interessados, entre eles Jane, uma mulher que, depois de uma terrível perda, busca um ponto de recomeço.

Fonte: Quem era ela – JP Delaney – Intrínseca

Todos os personagens são interessantes, você se vê fascinada pela história.  O livro simplesmente flui, quando você vê, já terminou. E o melhor de tudo: você fica pensando nele depois, mesmo quando acaba. Relembrando cenas, personagens e motivações. Um livro para ser digerido por dias!


Emma Matthews precisa de um novo lar, assim será capaz de esquecer todos os acontecimentos traumáticos que a perturbam todas as noites. O último apartamento que visitaram era péssimo e Simon, seu namorado, sabia que estavam ficando escassas e quase sem esperança, o mercado mobiliário de Londres não estava promissor. Mas o corretor lembrou de uma casa vaga, talvez alguém do escritório tivesse mencionado Folgate Street para o casal. Não mencionaram. É um imóvel fantástico. Absolutamente fantástico. Muito superior aos que visitaram. Mas o proprietário… Dizer que ele é excêntrico seria eufemismo.
Ao visitarem a casa n° 1, na Folgate Street, se depararam com uma arquitetura fora do comum mas talvez seja exatamente o que eles precisem para recomeçar. Janelas enormes com vista para um pequeno jardim e um muro alto de pedra permitem que a luz inunde o ambiente, vãos ao longo da base das paredes passam a impressão de que elas estão flutuando.

O proprietário tem algumas exigências e, talvez, seja mais difícil para Emma e Simon do que eles imaginam. No acordo restritivo, estão proibidas alterações de qualquer tipo, exceto com acordo prévio. Nada de tapetes ou carpetes. Nada de quadros. Nada de vasos de plantas. Nada de ornamentos. Nada de livros… Além de um questionário incomum e que as perguntas podem representar um sim ou um não definitivo. Mas Emma se dá conta de que não teve nenhum flaskback ou ataque de pânico desde que entrou na casa. É tão isolada do mundo exterior, feito um casulo…. e ela se sente completamente segura. Eles precisam tentar a aprovação do proprietário, Edward Monkford.

Os personagens, muito bem criados e desenvolvidos. Todos eles são ricos em defeitos, com falhas de caráter e psicologicamente abalados, encaixando-se facilmente como vítimas ou vilões. Isso contribuiu muito para eu me perder facilmente na hora de “julgar” cada personagem. Eu mudei de opinião sobre os personagens a cada capítulo lido. Ora eu vitimizava Emma, ora eu a odiava. Um capítulo eu entendia as decisões e pensamentos de Monkford, outras eu o considerava louco. Jane, talvez, tenha sido a que menos apresentou variações de humor, personalidade e caráter, seguindo uma estrutura linear que eu julgo ser sensata.

Falando em personagens, talvez eu possa incluir a própria casa como uma protagonista. A história se passa praticamente na casa e poucas informações e descrições temos sobre outros lugares aos quais os personagens visita. Se é um pub, uma biblioteca, é apenas isso e ponto. Mas a casa tem personalidade, tem vida e nas descrições que seguem você percebe como ela pode se tornar uma protagonista na história, afinal de contas, assassinatos aconteceram ali, o clímax e desfecho também.

Cheguei ao final do livro. Não sei se você já leu Quem era ela mas espero que o faça, e logo. Esse livro é sensacional e vai mexer com suas percepções, ousando no mistério e naquilo que o ser humano teme, a psicologia.