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“As pessoas formam uma opinião antes de conhecerem você… elas acham que sabem tudo a seu respeito. Só que você nunca é quem elas pensam”.

O livro “Tudo o que eu nunca contei” foi publicado pela Editora Intrínseca em 2017. Começa com uma afirmação: Lydia está morta. Parece o fim da história, porém essa afirmação é o início de um romance de uma família marcada por vários conflitos, a influência dos pais na vida dos filhos, a relação entre irmãos, os percalços sobre etnia e muito mais.

Sem mais nem menos, os pais de Lydia são surpreendidos com a trágica notícia da morte da filha no ano de 1977. Lydia morreu aos 16 anos. Ela é de uma família, cujo pai tem origem chinesa e a mãe americana e viviam na cidade de Middlewood.

James, pai de Lydia, sempre teve problemas de aceitação com sua origem chinesa, pois além da aparência, os pais também eram pobres. Ele casou-se com Marylin, uma jovem loira americana que sonhava ardentemente em ser médica e teve os sonhos interrompidos por uma gravidez inesperada. Juntos, eles formavam uma família americana diferente. Além do mais, Lydia possuía traços chineses e olhos azuis.

Para completar a família Lee, temos Nathan que é o filho mais velho do casal e Hannah a filha mais nova. Lydian e Nathan eram próximos, embora não costumassem demonstrar a afeição.

Marylin casou-se bem jovem com James e teve que interromper abruptamente seu grande sonho de ser médica. A mãe de Marylin sempre atormentou a vida dela, pois queria que a filha seguisse seus próprios passos. Essa grande discordância entre mãe e filha se perpetuou na relação de Marylin e Lydia como um enorme ciclo vicioso, embora isso só tenha se revelado com a morte da menina.

“O colar está quebrado, mas de qualquer forma Hannah prometeu a Lydia que nunca o usaria, e ela não quebra promessas feitas a quem ama. Mesmo que a pessoa não esteja mais viva”.

Hannah é completamente abandonada por todos, na maioria das vezes sua presença sequer é notada. Esse abandono faz de Hannah a única nessa família que conhece verdadeiramente os anseios e angústias, pois é colocada à margem.

“Até na ausência de Lydia, o mundo não se equilibraria. Ele, os pais e suas vidas girariam em torno da lacuna deixada por ela. Seriam sugados para o vácuo que ficaria em seu lugar”.

Lydia tem um papel importante nessa família, que é ser o elo que os mantém sobrevivendo, todavia é muita responsabilidade para depositar em uma pessoa.

 “Era o que eu deveria ter feito”. O pretérito mais que perfeito de quem se arrependeu.

Essa família tem muitas questões pessoais, muitas angústias, traumas e parece que isso tudo foi demais para a pobre Lydia.

Apesar do mistério que envolve as causas da morte dessa jovem, o começo do livro é um pouco difícil. Depois a leitura engrena e cada personagem vai nos mostrando os segredos, as nuances do enredo, o impacto de ações na vida de outras pessoas.


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Simone Costa Sousa
Advogada e leitora assídua. Completamente apaixonada por livros.
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