Estou de volta para causar intriga e discórdia. Hoje eu tô pra bagunçar e é isso que vou fazer aqui.

Vamos falar desse livro que ilustrou 9 a cada dez posts do meu feed do facebook: Um de nós está mentindo. Falar que foi um marketing pesado é pouco. A editora meteu o louco e criou uma estratégia de mistério e suspense que deixou cada leitor ansioso. Deu certo, fiquei em cólicas até poder ter em mãos esse exemplar.

O que aconteceu pra mim foi o seguinte: DECEPÇÃO. Total e plena. Isso acontece muito quando vou com grandes expectativas para um livro.

Mas vamos lá, o livro conta a história de cinco adolescentes que acabam numa detenção juntos e no fim do dia apenas quatro saem de lá com vida. Simon, criador de um app de fofoca e odiado por metade da escola, tem um choque anafilático e morre antes de conseguir socorro. Meu primeiro ponto aqui: achei forçado, mas vida que segue.

A narrativa quer explicar como aconteceu e quem é o culpado. Afinal todos tem motivos de sobra para querer o fim de Simon.

Os personagens são variados. Uma nerd que não tolera quebrar regras, um marginal em condicional, um popular bonitão e uma patricinha. Ninguém é o que parece e todos temos segredos. Esse é o lance do livro, saber até onde vamos para deixar nossos segredos como devem estar: secretos.

Personagens rasos e sem conteúdo. O livro é narrado por cada um em cada capítulo e eu me perdi várias vezes. Não teve uma identidade narrativa para cada um a ponto de saber identificar quem tava narrando. Muita família envolvida e uma quantidade de personagens desnecessários que contribuiu para que a obra se perdesse por completo.

Aqui eu conto pra vocês um fato curioso que aconteceu comigo. Comecei a ler e um belo dia perdi a marcação de páginas. Como não tava fluindo tão bem, nem me toquei que pulei VÁRIOS capítulos. Mas logo comecei a me dar conta que eu não tava ENTENDENDO NADA. Tava super mega perdida e não sabia o motivo. Meu grande problema com esse livro foi esse, embora eu não entendesse alguns pontos que aconteceram e eu não sabia, eu nem sequer tinha percebido que tinha pulado. Foi ai que eu percebi que não tinha um fluxo coerente na narrativa. Não dava para se apegar a nada. Não sei se fui clara, mas tentei.

A autora ainda tentou abordar um tema que está em alta (que vou evitar spoiler) e até conseguiu. Poderia ter passado batido, mas funcionou na medida.

Outro ponto legal do livro é que de fato você fica curioso. Não tem o finalzinho clichê de quase todos os livros jovens. Realmente foi um bom desfecho embora a obra tenha sido bem fraca.

Sinto muito causar desconforto a quem leu e gostou. Espero de verdade que em outro momento eu consiga apreciar esse livro sem tanto desgosto. Gostei do livro no geral, mas não é meu livro preferido.

Curiosa pra ler outras coisas da autora em que ela consiga criar mais empatia entre leitor e personagens. Gosto de me cativar com alguém a ponto de sofrer por ele. Quem nunca?

Mas para quem não leu, por favor, leia.

Leitura é uma coisa tão particular que nunca é igual para todos. Essa é a magia! E se gostar, por favor, nos conte. Quem sabe eu não entendi foi NADA e precise de uma sacudida?

Até a próxima.