A verdade que só pode ser revelada pela viúva.

O livro “A viúva” foi publicado em 2017 pela Editora Intrínseca e conta o caso Bella, que foi o desaparecimento de uma criança em Londres, no dia 2 de outubro de 2010. A história não é real, mas nos lembra de muitas ocorrências reais. É um caso comovente e uma investigação eletrizante.

Às vezes, surge no noticiário policial algum crime com crianças e por meses só se fala nisso. Aqui no Brasil temos alguns casos famosos, como o caso Nardoni e o menino Bernardo. Na nossa história, temos o caso Bella. Essas histórias ficam na nossa cabeça por muito tempo e todos ficam ávidos em querer descobrir a verdade.

Bella tinha apenas 2 anos quando desapareceu em uma tarde no quintal de casa, enquanto brincava com um gato. A mãe, Dawn, procurou a polícia para registrar o desaparecimento de sua filha, e a partir daí uma grande investigação foi iniciada para descobrir o que acontecera com Bella. Um sequestro? Pedofilia? Muitas perguntas e poucas respostas.

O detetive Bob Sparkes ficou responsável pela investigação. Um grande quebra-cabeça se formou, e cada hora que passava era mais difícil saber se Bella estava bem. A carreira de Bob foi colocada à prova com esse caso, e o fracasso na investigação poderia ser crucial no seu futuro profissional.

A imprensa só falava do caso Bella. Cada detalhe era transmitido em tempo real para todos os telejornais e Kate, uma jornalista insaciável pelo melhor furo, acompanhou minuciosamente todos os detalhes desse crime.

Jean casou com Glen Taylor muito jovem e, após o casamento, tornou-se a esposa perfeita. Ela trabalhava em um salão de beleza perto de casa e vivia de forma tranquila e feliz até o dia em que descobriu que o marido estava sendo investigado pelo crime mais famoso do país: o caso Bella.

Embora tenha sido horrivelmente surpreendida com a investigação, Jean permaneceu fielmente ao lado do marido, tentando animá-lo a provar sua inocência. Devota do marido e odiada por todos os outros.

“Acho que sei, mas realmente não sei nada sobre esse homem com quem vivi todos esses anos. Ele é um estranho, mas estamos amarrados um ao outro com um nó que nunca foi tão apertado. Ele me conhece. Conhece as minhas fraquezas.”

Glen morreu em um acidente e coube a Jean a responsabilidade de contar a história que todos queriam e precisavam saber, a história que o país inteiro não conseguia tirar da cabeça.

A história tem dois personagens coadjuvantes de extrema importância para a trama, que é o nosso detetive Bob Sparks, e Kate, que é a jornalista mais brilhante e perspicaz que se pode imaginar. A história é revelada pela narrativa intercalada de Bob, Kate e a viúva. Essa forma de escrita tornou a trama ainda mais envolvente e misteriosa.

É impossível parar de ler esse livro. Cada página virada é mais excitante do que a outra e o leitor também tem a oportunidade de refletir sobre o desfecho do caso.

Esse é o primeiro romance de Fiona Barton e é simplesmente brilhante. É preciso também dar muitos créditos para a Editora Intrínseca pela beleza do livro, pois ganha o leitor já com o capricho da edição.

SinopseAo longo dos anos, Jean Taylor deixou de contar muitas coisas sobre o terrível crime que o marido era suspeito de ter cometido. Ela estava muito ocupada sendo a esposa perfeita, permanecendo ao lado do homem com quem casara enquanto convivia com os olhares acusadores e as ameaças anônimas.
No entanto, após um acidente cheio de enigmas, o marido está morto, e Jean não precisa mais representar esse papel. Não há mais motivo para ficar calada. As pessoas querem ouvir o que ela tem a dizer, querem saber como era viver com aquele homem. E ela pode contar para eles que havia alguns segredos. Afinal, segredos são a matéria que contamina (ou preserva) todo casamento.
Narrado das perspectivas de Jean Taylor, a viúva, do detetive Bob Sparkes, chefe da investigação, cuja carreira é posta em xeque pelo caso, e da repórter Kate Waters, a mais habilidosa dos jornalistas que estão atrás da verdade, o romance de Fiona Barton é um tributo aos profissionais que nunca deixam uma história, ou um caso, escapar, mesmo que ela já esteja encerrada.