Olá pipoqueiros, turubom com vocês?

Estão todos em casa, se cuidado e lavando bem as mãos?

Estamos de quarentena por aqui, por isso, vai ter surra de resenha em breve. Se preparem.

Hoje vamos falar de um thriller, daqueles que a gente gosta. O livro Bodas de Sangue foi enviado pela editora parceira Gutenberg e vamos contar o que achamos dele.

Inicialmente você precisa saber o seguinte: o livro conta a história de Sophie, uma mulher com um casamento ótimo, um emprego dos sonhos e uma amiga incrível. Acontece que nem tudo são flores, porque a Sophie tem uns lapsos de loucura que deixam qualquer um nervoso. É esquecer onde deixou o presente da sogra, esquece de pagar a compra e é barrada pela polícia, esquece onde deixou o carro estacionado e, aparentemente, esqueceu de como matou o menino de 6 anos que ela toma conta, o Léo.

Assim a gente começa esse rolê. A Sophie já deprimida, fumando um cigarro atrás do outro, odiando sua própria vida, viúva e que só vive para cuidar de um pirralho. Ela tá tão de saco cheio que nem se dá ao trabalho de parecer apresentável.

Isso é uma coisa interessante de se falar sobre o livro, como ele é narrado por um terceiro elemento, que não está na história, temos poucos detalhes físicos sobre os personagens. Mas como é um thriller para mexer com a cabeça, não faz tanta diferença assim.

Num belo dia, a Sophie dorme na casa dos patrões, onde cuida do Léo. De manhã, ela vai chamar o menino para levantar e o encontra enforcado no cadarço do tênis dela. Sem a mínima ideia do que aconteceu, Sophie debate entre invasão da casa e a própria loucura. Acontece que a casa tá trancada por dentro, assim, ninguém poderia ter invadido. Ou poderia?

Preciso confessar que esse início do livro eu simplesmente odiei a personagem e o desenrolar. Super confuso, por vários momentos eu me senti na mente de uma pessoa com sérios distúrbios, fiquei extremamente incomodada como a loucura dela parecia me pertencer. Mas de novo, esse era o intuito do livro, se não for pra enlouquecer a mente pra quê serve um bom thriller, não é mesmo?

O livro é dividido em três partes e isso me salvou de morrer de ódio pela Sophie. Haha

Nessa primeira parte, ela surta, começa a questionar a própria sanidade e começa a correr para fugir da polícia. Além disso, o marido e a sogra também morreram de forma estranha sem ela lembrar de nada, vai que tudo cai nas costas dela também? É hora de fugir, Sophs.

Na segunda parte a gente conhece um personagem que já apareceu um pouquinho no começo, inclusive numa passagem bem cheio de incógnitas. O Frantz é um cara estranho, cheio de loucura na cabeça, super stalker da Sophie e que aparentemente tem um grande segredo por trás da loucura. Não vou contar muito do Frantz porque pode parecer spoilers, mas garanto que vocês vão odiá-lo tanto quanto eu. Essa segunda parte é contada mais pelo personagem do que por um narrador e isso acaba tornando o livro mais dinâmico e intenso.

Da segunda para a terceira parte a gente começa a entender o que estava acontecendo com a Sophie, conhece mais da história dela, conhece o louco do Frantz e até mesmo presencia uma nova vida pra protagonista que agora se chama Marianne. Começamos a ler narrações da personagem também, além de entender muita coisa que tinha acontecido até aqui. De odiar a Sophie até amá-la, foi um pulo.

Personagens secundários aparecem durante todo o livro e são peças importantes no desenrolar. Só me incomodou demais a melhor amiga dela, que ainda não consigo decidir se simpatizo ou não. O pai da Sophie é um cara muito legal, super curti. Uma coisa que eu adorei nesse livro é que praticamente todos os personagens são extremamente inteligentes, num nível absurdo. Um raciocínio tão sensacional que só lendo para entender.

No mais, eu levei quase uma semana para poder conseguir falar sobre esse livro, porque me perturbou em vários níveis. Ainda não decidi o que sinto pelo final. Eu esperava? NÃO. Eu tive respostas? ALGUMAS. Precisei conversar com outras pessoas sobre ele? COM CERTEZA.

O livro não tem aquele final que você espera, e mais uma vez, uma excelente coisa para um thriller, mas me faltou resposta. O que o pai da Sophie faz é surreal para mim e até agora tô chocada com a genialidade. O livro é muito bom, embora tenha um começo odioso. Para quem quer ler, eu indico. Basta paciência e entender o processo, porque a Sophie do início é sofrível. Mas o desenrolar da personagem é SENSACIONAL!

Sobre capa e diagramação, nada a desabonar da editora, que entregou um livro com diagramação perfeita e capa super bonita.

No mais, adorei o livro e recomendo apenas com essa ressalva: não espere um livro fácil. Cheio de emoções, o livro trata da loucura e insanidade da forma mais cruel possível. Espero que gostem da leitura e nos vemos em breve.

Fiquem em casa e se cuidem.


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Denise Lima