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Salve salve, pipoqueiros!

A Editora Gutenberg nos enviou a boneca do livro da jornalista Lily Graham.
Agora vocês me perguntam: O que é uma boneca? É um termo usado no mundo editorial que é referente a um livro ainda sujeito a revisão, ou seja, que ainda pode ser alterado para poder ser enfim vendido.

Pesquisando um pouco mais sobre essa autora, vi que ela tem vários romances que ainda não foram traduzidos e que, se esse for bem avaliado, iremos ver muito dela por aqui pelo Grupo Autêntica! Vamos dar uma força pra espalhar a palavra de Valerie.

A história começa com uma conversa no trem entre duas pessoas, Valerie, uma senhora e Annie, uma jovem moça. Annie se oferece a ajudar essa frágil senhora com a mala e ela acaba se assustando com o peso dela. “Memórias”, Valerie responde. Daí vamos embarcar nas lembranças de quando ela era uma moça de 20 anos, igual a nossa ouvinte. Vamos reviver o passado e descobrir qual o segredo que a família Dupont esconde. Ao que parece, quando Valerie tinha apenas três anos de idade, final da Segunda Guerra Mundial, sua família a abandona e ela é levada de Paris para Londres pela sua tia Amélia.
Nessa história há duas linhas temporais:
1940 – Em plena 2GM, uma livraria tenta sobreviver em meio ao caos. O estabelecimento foi selecionado para ser um dos pontos de publicidade nazista e Mireille e o pai são obrigados a aceitar isso.
1962 – Valerie acaba de descobrir que ainda há um parente vivo, seu avô, dono de uma livraria em Paris. Ela se candidata a vaga oferecida nessa livraria de assistente, mas mantendo sua verdadeira identidade em segredo. Ela pretende investigar a fundo o que aconteceu para que sua família a deixasse ainda criança.

E é nesse clima tenso que acompanharemos o romance histórico.
Esse livro é super gostoso de ler e muito rápido de terminar. Tem romance, dor e uma faísca de esperança. Com muitas pausas ao longo dos capítulos, ele consiste em 208 páginas.
Confesso que quando cheguei na metade do livro, não tinha me apegado a nenhum personagem. Sentia que faltava alguma coisa. Tinha mais afinidade no velho Dupont por conta da sua irritante maneira de organizar os livros (Autores que enlouqueceram, inglês maluco e por ai vai), e gostaria de tê-lo mais presente com esse humor ácido.
A partir da metade, quando começou a aprofundar a história de Mireille, foi sensacional. Quando eu terminei a leitura e fui nas notas da autora, li que ela se baseou em vários relatos de pessoas que viram e/ou viveram o que Mireille (personagem fictício) passou no romance. Isso me tocou bastante.
Valerie e Freddy não me convenceram como casal, talvez se tivesse mais páginas contando da infância e adolescência deles como amigos e vizinhos, talvez me envolvesse mais.
Essa temática que envolve o ambiente de livraria e recomendações dos próprios personagens me encanta MUITOOOO. É tão gostoso quando você se depara com uma indicação que já leu e que tanto quer debater sobre isso.
A temática de nazistas e conflitos criados na 2GM está muito em alta, e sabendo que parte da história foi baseada em depoimentos de quem viu e viveu essa parte tão importante da nossa história, é ainda mais relevante.
Gutenberg, queremos mais livros da Lily Graham!

Até a próxima!

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