Com uma paleta de cores incrível, Procurando Dory aposta na superação de diferenças

Após longos 13 anos de espera, chega aos cinemas a continuação de Procurando Nemo, um dos filmes de maior sucesso da Pixar. O filme utiliza uma fórmula quem vem se tornando tendência ultimamente, ao mesclar elementos de uma continuação com elementos de uma refilmagem, como vimos recentemente em Star Wars – Episódio 7 e Mad Max. Apostando nesta fórmula, é possível agradar fãs que esperam ver uma homenagem ao filme original, mas também conhecer novos elementos deste universo.
Desta vez, o filme foca na história de Dory, desde a infância da personagem até o momento que ela conhece Marlin e Nemo. É interessante perceber como a perda de memória de Dory, antes servindo apenas como elemento cômico, agora consegue ter outras facetas exploradas. Ao juntar essa característica de Dory com os dilemas de Hank, um personagem novo – um polvo com sete tentáculos ao invés de oito, o filme consegue abordar a capacidade de superação das dificuldades – deficiências ou diferenças. Além deste fator que gera emoção e dialoga com questões atuais de inclusão, Hank se revela um personagem muito divertido. É bem possível que vejamos outro filme da franquia Nemo, “Procurando Hank”, em breve.

Outro grande acerto do filme está exatamente na questão da homenagem ao original. O filme aposta em cenas que fizeram sucesso no primeiro filme para explorá-las novamente. Temos aqui uma sequência maior de Dory falando baleiês e uma participação da tartaruga Crush, por exemplo.

Agradando aos fãs do primeiro filme e com total capacidade de atrair um novo público infantil, Procurando Dory, além da história interessante, investe no primor visual que tornou a Pixar tão famosa, exibindo um fundo do mar com cores belíssimas. É uma excelente fonte de entretenimento para todas as idades.