Não é de hoje que Netflix surpreende com roteiros bem elaborados, mas de fácil entendimento, e com uma temática envolvente. Atypical é dessas séries que conquistam a cada episódio – cada um deles bem curtinho, com certa de 25 ou 30 min., menor que os tradicionais de 48, 50 min. de outras produções.

Sam Gardner é um adolescente que está no ‘espectro’ (como são designados os ”portadores de autismo”) e a série gira em torno de suas descobertas e aventuras na escola, trabalho e em casa. Ele tem uma irmã, Casey, que é mais apegada e protetora com ele do que parece. Seus pais, Doug e Elsa, são pessoas incríveis, embora o pai até pouco tempo não tenha dado a atenção necessária ao filho (no começo, ele não aceitava a condição de Sam).

Uma das coisas que mais chamam a atenção na série é a leveza – e seriedade – com que Sam leva a vida. Além disso, sua paixão pela Antártida é muito sensível: ele compara vários eventos de sua vida a animais daquele habitat e situações vividas no continente mais gelado do mundo.

Um dos eventos mais interessantes da série é sua paixão pela sua terapeuta Julia Says e sua consequente desilusão amorosa. A terapeuta, vale citar, é namorada do Miles, um cara que a larga grávida após uma série de discussões de ciúme ocasionados por um morango coberto de chocolate largado debaixo do sofá (quer saber quem deixou lá? vai ter que conferir!).

Tá, vale dizer que a série é bem adolescente, visto que os protagonistas estão concentrados nessa faixa etária, mas, ainda assim, vale a pena dar uma conferida. A discussão sobre o autismo, formas de apresentação, tratamento, convívio e outros temas servem para a vida.

Nossa nota? 4 pipocas.