A nova aposta da HBO conta com nomes de peso no elenco, como Reese Witherspoon, Nicole Kidman, Shailene Woodley, Laura Dern e Zoe Kravitz. Com uma pequena temporada de sete episódios até o momento, Big Little Lies é uma série envolvente, sensível e realista, baseada no best-seller homônimo de Liane Moriarty.

A trama gira em torno de cinco mulheres moradoras da pequena cidade de Monterey. Cada uma vive uma realidade completamente distinta da outra, mas são unidas pelos filhos, que estudam na mesma escola. A história mostra sua beleza ao demonstrar, de forma tão palpável, a importância da sororidade, um debate muito atual, num mar de produções que incentivam a rivalidade feminina sem motivos.

Sob o contexto de desvendar os motivos que desencadearam um assassinato que é apresentado no começo do primeiro episódio, o enredo começa a explorar a vida das protagonistas. Somos apresentados ao lar de cada uma, suas histórias, batalhas diárias e dramas pessoais. A série transita entre passado e presente, para esclarecer a trama e criar novas suspeitas.

Enquanto a mãe jovem e solteira Jane Chapman (Shailene Woodley) enfrenta os desafios de traumas passados e acabou de se mudar com o filho para Monterey, a matriarca Madeline Mackensie (Reese Witherspoon) dá o sangue para guiar a família com pulso firme e manter uma relação amigável com o ex-marido e sua nova esposa, Bonnie Carlson (Zoe Kravitz), uma jovem mãe e professora de ioga.

A personagem Celeste, interpretada por Kidman, protagoniza um dos arcos mais complexos e bem desenvolvidos da trama, de uma vítima de violência doméstica. Já a bem-sucedida Renata Klein enfrenta as consequências e os julgamentos de ter escolhido ser mãe sem desistir da carreira. Mesmo em diferentes contextos, todas se mostram fortes e apaixonadas, sobretudo, pelos filhos.

A série, que concorre a 17 categorias no Emmy 2017, mostra-se necessária por dar voz a um tema poucas vezes abordado em grandes produções, como as da HBO. A amizade das protagonistas se aprofunda com a trama, à medida que elas percebem as dificuldades vividas por cada uma. Além disso, é impossível não se afeiçoar pelas personagens reais e bem-construídas, que causam identificação e nos faz torcer pelo sucesso e pela emancipação dessas mulheres tão incríveis.