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“Talvez o hoje seja o amanhã que você tanto procura…” esse é John Green. O autor que é capaz de jogar as melhores frases e nos deixar pensando sobre elas por meses. Vira aquele tipo de frase que você leva pra vida e se surpreende escrevendo num cartão de amor.

Confesso que relutei muito para ler algo desse autor. Levei meses até me dedicar ao livro A Culpa é das estrelas e não aguentava mais as pessoas falando sobre ele. Acontece que tenho um receio com livros que bombam muito e me deixa apreensiva ter altas expectativas sobre algo. Quem nunca pensou que “alguns infinitos são maiores que outros” que atire a primeira pedra. Eu curti muito o livro e levo para sempre algumas das lições aprendidas.

Tenho que dizer: alguns dramas são exagerados para mim. Creio que Green peca pelo excesso de drama adolescente e até banaliza algumas coisas. Me parece uma busca desesperada por uma aceitação por empatia que por vezes, para mim, soa cansativo.

Depois de algum tempo me dediquei ao livro “Quem é você, Alasca?”. Por ter uma personagem meio rebelde e afiada, curti de cara. O livro conta a história de Miles, que busca algum tipo de diversão em sua juventude e corre atrás disso. O livro traz uma perspectiva filosófica e de autoconhecimento. Foge um pouco do romance jovem e meloso que estamos acostumados e nos faz pensar sobre o que a gente sonha e espera, aquele grande talvez. De todos os livros do autor, foi o que mais curti. É leve e despretensioso e me falou exatamente o que eu esperava, pra mim, não teve aquele impacto enorme e estrondoso, mas me fez sorrir e chorar. Me fez pensar. Adorei o impacto de Alasca na vida de Miles, essa coisa dos opostos, de encantar e movimentar o mundo de alguém, super me atrai.

“Se as pessoas fossem chuva, eu seria garoa e ela, furacão.” John Green conseguiu me emocionar ao tratar de assuntos sérios de forma leve e ao mesmo tempo, mostrar toda a sensibilidade das pessoas. Às vezes penso que falta um pouco desse equilíbrio e dessa vez, ele conseguiu. Ao invés de banalizar ou aumentar uma situação a ponto de exagerar, o livro ficou no limite do sensível e cru.

E você, já leu? Amou ou odiou? É uma constante quando o assunto é o tio Green, você ama ou odeia. Mas um viva aos extremos. Que nunca sejamos mornos e apáticos. E como disse nossa querida Alasca: “O medo é a desculpa que todo mundo sempre dá.”

Viva. Com medo ou sem. Viva.


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Denise Lima

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