Olá pessoas que amam distopia, turuboooooom?

Eu sou APAIXONADA por distopias desde sempre, com todos seus universos mirabolantes, poderes, governo caindo, crises, pessoas extraordinárias e curas milagrosas. Como não amar, né não?

E quando a gente ama, a gente lê com gosto! Foi o que aconteceu com Mentes Sombrias. Quando ouvi falar desse livro, logo me deparei com um trailer e já fiquei: OPA, QUERO!

Mentes Sombrias conta a história de crianças que a partir dos 10 anos costumam desenvolver poderes ou – morrem. Simples assim. Quando muitas crianças começam a morrer e outras não, claro que o governo começa a ter medo dos que ficaram vivos, afinal, PORQUÊ? O que eles tem de diferente? Como eles vão dominar esses poderes? As famílias (vou falar sobre famílias ali embaixo) começam a ter medo e diante desse caos, o governo instala acampamentos de reabilitação para esses jovens sobreviventes. A teoria é que nesse ambiente o jovem seja educado, medicado e totalmente instruído de como se curar ou ser apto a viver em sociedade novamente. Na prática? Não é bem assim que acontece.

Como tem crianças diferentes, eles são classificados por cores: verde e azul são as crianças que não tem poderes tão devastadores ou são mais controladas. Amarelo, laranja e vermelho são as de grande risco. Amarelos costumam lidar com a eletricidade, laranjas com a mente das pessoas e vermelhos fazer a zona toda. De fato, se pensar bem, como se controla um monte de crianças que sabem mexer com a sua mente? É difícil!

Meu primeiro ponto aqui é: FAMÍLIA. Eu já li muito livro com famílias perturbadas e sem noção, mas esse livro tá de parabéns. Poucas famílias apoiaram seus filhos, deixando todos, abandonando, vendo as crianças como aberrações. O que aconteceu com o conceito de família dessas pessoas? Affe.

Agora sobre os personagens:

Ruby é uma menina de 10 anos que vê todos seus amigos morrerem e na noite de seu aniversário acaba se apagando da mente da própria família. Abandonada e assustada, Ruby se vê levada a um acampamento e, para se proteger, diz a todos que é uma Verde e mantém a cabeça baixa sem chamar a atenção. E assim se vão 6 anos. Vivendo à margem, sem promessa de cura, com ameaças de armas e descaso total do governo. Na verdade, só queriam controlar as crianças longe do mundo. Que novidade, né?

A Ruby é um caos. Sério. Ela toma cada decisão errada e comete cada besteira que só batendo nela. Nossa senhora da protagonista bagunçada. Mesmo assim, você abraça a Ruby. Porque ela é justa. Ela é uma menina que não viu o tempo passar, que não sabe usar um sutiã e que não faz ideia de quantos anos tem direito. Viver presa não fez bem a ela. E por isso ela foge. Com muita corte, Ruby acaba fugindo do acampamento, mas como tudo pode dar errado, claro que tem mais bagunça.

Nesse momento Ruby conhece o Liam (que é um fofo, né?), Bolota e Zu. Eles também estão fugindo e acabam adotando a Verde como companheira de fuga. Bolota não gosta muito da ideia mas é voto vencido, então…

O mundo deles está um caos, a Economia afundou, o país entrou em crise e nada mais funciona da mesma forma. São crianças perdidas num mundo em que não são aceitas e além disso, são caçadas por instituições, governos, caçadores de recompensas e opositores do governo. Se tava difícil dentro de um acampamento, imagina fora?

Liam, Bolota e Zu são os amigos que a gente quer na vida. Liam é o menino fofo maravilhoso de lindo que você shippa de cara. Bolota é aquele que você ODEIA de tão chato mas no final você vê lealdade saindo dos poros dele. Pensa num personagem incrível? É o Bolota. E Zu… que coisa maravilhosa essa criança que não abriu a boca em nenhuma página mas que transmitiu mais carinho do que qualquer família desse livro.

Meu único desespero desse livro é o final que deixa claro um segundo livro. Eu preciso saber o que vai acontecer. O final desse livro é incrível, com toda generosidade e pensando no próximo. A dor que senti era quase física. Eu chorei tanto no final desse livro que quase desidratei. Eu amei muito. Mesmo. Há tempos não lia uma distopia tão legal. Vem ler também e me conta.

Lembrem-se: amigos são família que podemos escolher e jamais deixe alguém te definir. Sejamos livres de rótulos e sejamos felizes.  😀 

Beijos e até a próxima.