Quando escolhi ler esse livro, já tinha assistido a série. E é nesse meio termo que me encontrei, com duas formas de ver os detalhes por trás do FBI, John Douglas e Mark Olshaker avisam que não entregam a forma de matar nem de caçar, mas mostram com explicações como identificar serial killers. Mindhunter: O primeiro caçador de serial killers americano retrata como foi a criação do setor dentro do FBI, como foi torturante estudar a mente desses assassinos e os encontrar, a tradução desse livro é pela Editora Intrínseca.

O livro tem uma conexão muito boa com a série que foi produzida pelo serviço de streaming Netflix. Mas, o que você assiste ali é apenas uma parte do que a sua imaginação pode produzir ao ler esse livro.

A editora nos prepara para a leitura com uma nota: “… a edita optou por não alterar informações relativas a eventos posteriores à primeira publicação” ou seja podemos ler esse livro baseado na sua primeira publicação em 1996.

Nele podemos imaginar um pouco da vida de John Douglas e Mark Olshaker, todos os momentos tensos disfarçados por conversas, bebidas e cigarros. Além de buscarem os assassinos, buscavam a ordem pessoal e familiar.

No primeiro capítulo já somos sugados por uma vibração de desespero. Coloque-se na posição do caçador. E assim começamos a induzir nossa mente a compreender as palavras de John Douglas. Os detalhes que seguem os próximos capítulos nos fisgam pra saber como eles encontraram cada um dos assassinos nos respectivos casos, o livro passeia pelo percurso que o fez ser sucesso, os estudos de ciências comportamentais, fala sobre as entrevistas com os assassinos como o Kemper, Heirens e Speck

Quem assistiu a série ao ler o livro pode identificar partes bem coerentes com a obra como o caso do Speck, a cena que ele arremessa o pássaro no ventilador, além dessa a parte da sua conversa também foi detalhada de acordo com o livro.

Com tudo, o livro é uma imersão com detalhes do que John Douglas queria passar a frente. Um serial killer nasce ou é criado? Essa é uma pergunta muito forte, imagine se você pudesse mudar a história de uma pessoa identificando atos que poderiam mudar toda uma história horripilante no futuro.

A leitura flui muito, mas só indico esse livro pra você, se realmente curte esse tipo de escrita criminal, se não consegue imaginar os detalhes de um assassinato brutal ou ler o depoimento desses assassinos não comece esse livro. Ele me deu muita dor de cabeça, minha mente é um mundo de imaginação. Espero que a sua leitura seja tão boa quanto a minha.

E estou aguardando ansiosamente a segunda temporada de Mindhunter na Netflix.