Salve salve, pipoqueiros!

Sabe aquele livro que só de olhar para a capa você sente uma energia boa? Do tipo, “Cara, vou me dar bem com ele! Tô sentindo” Então … Foi exatamente assim com A Trança. A autora pegou todos os detalhes e as envolveu com simplicidade, amor e protagonistas fortes. A Editora Intrínseca nos mandou essa obra de arte de edição e eu fiquei em choque de quão bonito ele é.

Três mulheres, três continentes diferentes e uma ligação em comum: A busca pela liberdade e independência. Aqui temos três narradoras, cada uma contando a sua própria história e descrevendo os cenários em que as cercam.

Smita é uma mulher indiana e uma dalit. Mãe e esposa, Smita está fadada a uma vida miserável onde seus pais também se encontravam. Por mais que tenha um trabalho desumano e condições totalmente precárias dentro do vilarejo em que vive, Smita está feliz. Sua filha, Lalita, de seis anos, está se preparando para ir à escola! Um dia memoriável, já que ninguém de sua família sabia nem ler e nem escrever.

Giulia é uma jovem de 20 anos que trabalha no atelier de sua amada família. Ela vive em Sicília, Itália, e a sua função nesse atelier é super delicada: Com os métodos que o próprio pai desenvolveu, ela aprendeu a descolorir e hidratar mechas de cabelos. Um acontecimento inesperado com o patriarca da família transforma totalmente a zona de conforto da família italiana.

Sarah é uma advogada renomada. Trabalha no melhor escritório, exerce a profissão com maestria e é admirada por todos. Mãe de três filhos maravilhosos e residente em Montreal, Canadá. Uma mulher de garra e independente. Após passar mal em uma sessão, ela descobre uma doença terrível que pode alterar a carreia promissora e brilhante de seu ramo.

É um livro curtinho, de apenas 203 páginas. Uma leitura rápida, instigante e muito forte. Com certeza são as três protagonistas mais bem construídas que eu li nesse pequeno período de 2021. Cada capítulo é narrado por uma mulher, em seus respectivos ambientes.

E desta vez eu não tive uma preferida. Claro que eu fiquei mais admirada com a construção na Smita, já que ela mora na Índia e provem de uma cultura totalmente diferente da nossa. Mas a Giulia é novinha e eu, que tenho 24 anos, me identifiquei bastante com ela. E Sarah é a executiva, uma figura que estou mais familiarizada por conta de filmes e séries.

NÃO EXISTE FAVORITA. São todas maravilhosas!!!

Faltando 30 páginas para terminar já dá pra sentir qual será o final. Não me surpreendeu, porém a escrita é tão gostosa que no fim eu nem liguei.

Ah, pra quem gosta dos livros da Jojo Moyes, A Trança é IDEAL para você.

Até a próxima!

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