Olá pipoqueiros, turubom?

Garotas em chamas é o novo livro da autora C.J. Tudor lançado pela Intrínseca e nosso novo queridinho. A nossa parceira Intrinseca mandou esse livro e é surreal de como ele é bonito. Seguindo a linha editorial gráfica dos outros da autora, a obra tem capa dura e corte trilateral colorido. Além da lombada com desenhos, que também combinam.

Eu pensei em vir aqui e dizer pra vocês que não faço ideia do que falar desse livro. Ele bagunçou minha cabeça em tantos níveis que é até difícil colocar em palavras. Começando que estou virando da autora. Ela tem o tipo de escrita que te prende e isso é maravilhoso demais. Aqui tem resenha de O que aconteceu com Annie e As outras pessoas.

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O livro

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Jack é uma vigária que acaba mudando de cidade para assumir temporariamente outra paróquia. Ela e a filha acabam se metendo no meio de uma série de mortes e sumiços misteriosos, além da visão de garotas sendo queimadas, que é uma coisa da pequena cidade, onde alguns mártires foram queimados e expostos, incluindo duas garotas.
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A Jack tem vários segredos e a Flo, filha dela, segue pelo mesmo caminho. E tem um dedo podre, porque a menina de 15 anos se interessa pelo Lucas, um cara muito estranho e eu super passaria longe dele. TOTAL.

 

A história

 

Algumas coisas vão acontecendo em paralelo. Um sem teto meio psicopata mata pessoas a caminho de encontrar a Jack. Tem alguém deixando mensagens e bonecas de gravetos com larvas para a vigária. Tem uns corpos aparecendo na cidade e eu nunca vi uma cidade pequena tão agitada. A Jack tem que lidar com tudo isso e com seu próprio passado, que aparentemente a atormenta todos os dias. Sem contar que alguns personagens são bem babacas.

 

Os núcleos

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A história conta ainda – paralelamente e interligado – a história de um irmão da Jack e de duas garotas sumidas na cidade há uns 30 anos. O livro tem temáticas fortes, como abuso dentro da igreja, influência e poder de pessoas com dinheiro e morte, muita morte. Em alguns momentos eu me perdi um pouco pela quantidade de personagens. Percebi que alguns deles não tem características tão fortes e acabam se perdendo no meio do rolê, mas funcionou no fim, porque deu pra entender tudo.

 

O que achei

 

A Jack é uma personagem ótima, ela é enigmática, interessante. Você pende por ter empatia ou dar um tapa nela. É ótimo. A Flo, filha dela, é a típica adolescente que a gente se identifica. Rebelde, mas nem tanto, gótica mas nem tanto e diferentona. Gente como a gente. Eu amei.

Apesar do que citei, que alguns personagens bagunçaram minha mente e eu me perdi um pouco, o livro flui muito bem. A autora tem uma característica de capítulos ganchos, que eu já até tinha citado em outra resenha, que é de chamar pro próximo capítulo com curiosidade. Não tem final de capítulo morno, é tudo intenso e curioso. Bem digno de um thriller.

Diferente de Annie, o sobrenatural aqui é bem básico e explicado. Não tem grandes mistérios que deixam no ar. É isso e ponto. E talvez isso tenha me feito gostar ainda mais do livro.

 

E tem mais

 

Outro ponto ótimo, talvez o melhor, é a personalidade da Jack enquanto vigária. E as posições que ela toma perante situações corriqueiras. O livro aborda uns preconceitos e temas bem profundos da igreja, e a personagem quebra sempre a regra nesse sentido. Ela é o tipo de religiosa que entende que quando há julgamento, não está tendo religião. Eu achei o máximo.

Como um bom thriller sobrenatural, esse livro tem ganchos excelentes, que te tiram de uma capítulo para o outro com curiosidade e querendo mais. Quando vi, tinha acabado e eu nem vi a hora passar. E o plot, foi daqueles tipo tapa na cara. ADOREI. Realmente eu não esperava. Como o livro tem aquela pegada de você suspeitar de todo mundo (um eu acertei!), no fim foi bem divertido ver onde errei.

No fim, eu indico a leitura e espero que a autora continue nesse ritmo. Eu tô numa fase de thrillers e nunca é o suficiente. Manda mais, Intrínseca.

 

Nos vemos em breve. E vai me biscoitar lá no instagram, por favorzinho?

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