Olá pipoqueiros, turuboom?

Como estamos nesse período conturbado? Espero que estejam bem.

Hoje vamos falar de um lançamento da editora parceira Intrínseca. Como boa seguidora de autores que sou, quando vi o novo livro da Becky Albertalli, autora de Com amor, Simon, logo quis.

Sim, não, quem sabe é uma obra em parceria com a autora paquistanesa-americana Aisha Saeed e baseada na experiência que as duas tiveram com ativismo político e voluntariado.

O livro Sim, não, quem sabe lançado pela Editora Intrínseca ao meu ver é mais um sucesso da autora. E vamos falar sobre ele agora.

 

O livro

Conta a história de Jamie, um jovem judeu e de Maya, uma garota muçulmana. Os dois se envolvem numa campanha política e quase toda a interação da história é baseada nessa campanha. Jamie é totalmente tímido e tem grandes problemas em falar em público. A timidez dele chega a ser fofa. Maya é uma adolescente que tá se sentindo sozinha desde que a melhor amiga decidiu trabalhar durante as férias para bancar a faculdade, e com isso a mãe sugere (obriga, né) que ela entre no voluntariado da campanha para ocupar o tempo e a cabeça.

 

A Becky

A autora tem uma assinatura e, depois de ler outros 4 livros dela (ainda me falta um) já consigo identificar bem. Toda a pauta de preconceito racial, religioso e homofóbico fazem parte da narrativa da autora, e ao se juntar com uma autora que também tem essa característica, você tem um livro que é uma bomba política. Eu achava que ia encontrar um livro fofinho de amor, mas no fundo eu encontrei debates políticos tão atuais que foi muito gratificante.

 

O que achei

Maya é uma personagem incrível e eu acho que foi muita contribuição da Aisha. Depois que li mais sobre a autora, parece que eu estava vendo uma cópia dela no livro, uma coisa de autobiografia, sabe? A Maya lida com preconceitos religiosos e raciais durante o livro inteiro, quase. E a proposta política do livro tem muito a ver com isso. Enquanto eles trabalham na campanha de um candidato, tem outro que tem como meta estabelecer criar uma lei bem racista que afeta diretamente a Maya. É a velha prática de se culpar a vítima, né? Com os discursos de ódio aflorados do lado republicanos, Jamie e Maya começam a agir para mudar isso. E é ai que temos o envolvimento jovem na política e como isso faz diferença.

O livro tem forte debate político, e mesmo parecendo que é uma eleição local a sensação que eu tive é que tava falando da eleição presidencial ou até mesmo do atual governo brasileiro. Incrível como dá pra se achar politicamente em qualquer lugar, né?

 

O romance

Se você tá esperando romance, beijo pra cá e pra lá, tá no lugar errado. O livro é sobre representatividade política e social. O preconceito religioso também está presente. Mais uma vez Becky entrega um livro excelente, na minha opinião. Como a minha expectativa não era o romance, fluiu bem de boa, mas entendo se alguém ficou aflito com tanta campanha política e pouco beijo.

 

Debates importantes

O livro serve pra mostrar como o envolvimento do jovem na política vai influenciar diretamente no futuro da sociedade. A partir do momento em que o jovem aceitar somente o discurso de ódio que vem de um lado, ele vai formar novos políticos com esse pensamento. A resistência contra o preconceito e a intolerância tem que começar ali mesmo, se queremos ter mudanças. O cenário do livro pode parecer completamente fictício, mas como eu disse, se encaixa muito em tudo que estamos vivendo na atualidade. E é muito triste pensar que ainda temos que lidar com preconceitos tão fortes. Por isso, indico muito o livro e tudo que ele representa. Com linguagem simples e jovens indo para a faculdade, a obra debate assuntos sérios de forma leve e bem coesa.

 

Vamos de resistência e de empatia. Seguimos na leitura, pipoqueiros. E em contem, quem já leu?

Já viram as resenhas anteriores da autora? Tá aqui ó:

🍿Com amor, Creekwood

🍿Com amor, Simon

🍿Leah fora de sintonia

🍿Os 27 crushes de Molly

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