Olá pipoqueiros, turubom?

Vamos de resenha super esperada?

Hoje vamos comentar sobre um dos lançamentos do ano, o livro A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes, da aclamada autora de Jogos Vorazes. O livro teve uma expectativa enorme e vendeu muito, logo na primeira semana. Suzanne Collins me chega com um calhamaço desse e eu já quis logo, né?

A nossa parceira Editora Rocco arrasou em mais uma obra e estamos aqui para contar o que achamos de fato desse novo volume da trilogia de Jogos Vorazes.

Vale lembrar que esse livro é o 0,5 da obra, ou seja, se passa antes de Jogos Vorazes. A história conta sobre Coriolanus Snow, nosso odiado presidente da saga. Só que vamos conhecer a história do jovem Snow, quando ele tinha apenas 18 anos.

Snow tá tentando se destacar na Academia, que é uma escola para a elite. Ele é escolhido para mentorar uma menina nos Jogos. Ali, Snow acha que tem a chance de mudar de vida e conseguir a grana pra universidade, já que conhecemos um Snow pobre de comer repolho. (há-há)

O rolê começa a ficar uma zona quando ele percebe que a menina escolhida pra ele é uma das mais fracas. Do Distrito 12, o mais pobre de todos, a adolescente de 16 anos Lucy Gray é pequena, bem magra e ali Snow fica preocupado de perder feio.

Se no começo do livro a gente teve uma visão simpática de um jovem, no desenrolar começamos a ver o Snow que conhecemos. Com o carisma de Lucy, Snow começa a burlar algumas regras e tentar manter a menina viva a qualquer custo.

Agora vamos ao que achei: curti, porém poderia ser melhor. Não me levem a mal, o livro é ótimo. A Suzanne tem uma escrita invejável, você se vê no meio do contexto, entende tudo, coisa difícil numa distopia. A mulher tem um dom. Porém, o livro tem muito personagem. Às vezes, me perdi e esquecia até o nome de alguém, porque parece que era tanta gente que não conseguia gravar.

O livro tem um ponto excelente: é extremamente político, como uma boa distopia deve ser, e o contexto histórico e linear se desenvolve perfeitamente. O livro também tem Jogos bem violentos e descritivos. A gente vê uma Capital destruída pela guerra, mesmo tendo ganhado. Vemos que o ovo precisa sempre ser lembrado desse desastre e que a desigualdade é enorme. Por isso que é um livro extremamente político.

Um outro ponto que amei foi o fato da autora não ter “passado pano” pro Snow. A gente tem uma versão jovem, que passou fome, mas nada que fique tentando justificar o babaca que ele é. 

Entretanto, meu medo era esse, um livro pra ficar enaltecendo o cara. Mas não, amigos, é um baita livro que mostra exatamente o idiota que Snow é. E como ele é inteligente.

No mais, eu indico a leitura, porque é um livro muito bem escrito e desenvolvido. Apenas a quantidade de personagens me incomodou, mas isso não é um grande empecilho no final. Temos um livro bem fluido, embora seja enorme, a leitura é tão boa e bem construída que você termina e nem sente que leu um calhamaço.

Espero que gostem e me contem o que acharam.

Nos vemos em breve.

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