Olá pipoqueiros, turubooom?

É sempre bom falar de thrillers porque eles costumam mexer com a nossa cabeça e quando eu venho contar a vocês o que achei, sempre tem muito conteúdo.

Hoje vamos conversar sobre o livro A última festa, da Lucy Foley, lançado pela Intrínseca em dezembro pelo Clube Intrínsecos e em fevereiro nas livrarias do país. O livro é um suspense sobre alguns amigos que decidiram passar as festas de fim de ano numa propriedade afastada de tudo, em terras escocesas.

Alguns são amigos de infância e outros se conheceram na faculdade. Tem uns agregados, como toda turma.

O livro é narrado quase sempre pela Katie e pela Miranda, que são amigas de infância. A Miranda é insuportável. A personagem é cheia de si, prepotente e arrogante. Um baita ranço. Tem ainda o Doug, a Emma e outros. A Emma me chamou a atenção porque é aquela amiga que vem no pacote. Ela é casada com o Mark, um membro do grupo de amigos e acaba sendo incluída ali. Mas, nem sempre dá certo, né? Ela não é tão bem vinda assim, mesmo que tenha sido ela a organizadora desse encontro.

O livro conta a história em dois tempos, passado entre a ida ao local e a véspera de ano novo e o dia 2 de janeiro, quando tudo já aconteceu. Isso dá um dinamismo na história, porque ocorre de forma não linear, mas em um período curto de tempo, ficando bem fresco na memória e sem grande distanciamento factual.

Entre bebidas, rancores e inimizades, um belo dia do passeio um dos integrantes do grupo está morto e ninguém pode sair dali, porque a pessoa foi assassinada e todos são suspeitos. A partir desse momento, o livro é narrado por cada personagem, contando um pouco do antes, tentando encaixar o que realmente aconteceu.

Eu tive muita dificuldade em me afeiçoar por algum personagem porque são todos meio odiosos. (haha) mas acho que faz parte da construção da narrativa, fazendo que o leitor desconfie de qualquer um.

Eu tinha suspeita do que tinha acontecido, mas realmente o livro é muito bem finalizado. Sem tempo a perder, o livro não é de enrolação. Ele vai mostrando o que rolou, criando intriga e desconfiança e entrega seu final. Não tem tempo de sentir tédio. Um bom thriller de ação.

Embora tenha sentido falta da empatia por algum personagem, gostei muito de como isso foi construído, o ranço entre eles, a mágoa… o pensamento que tive é que isso pode acontecer com qualquer um. As vezes a gente pensa que amigos antigos tem que ser amigos pra sempre, mas o ser humano desenvolve rancores que nem sempre consegue resolver.

O livro tem muita mágoa. Na verdade, a construção do evento e da amizade é toda baseada nisso. A autora conseguiu mostrar exatamente o que acontece quando a gente força uma situação.

O ruim de falar de thriller é não poder entrar em detalhes, porque o suspense é o ponto alto, né? Mas eu indico essa leitura, embora não tenha um plot twist de virar a cabeça. É um excelente livro de leitura rápida e fluida. Mais uma vez nossa parceira Intrínseca acertou em cheio.

Quando comecei o livro, achei que não ia ser tão legal, mas no fim, valeu a pena. A gente sabe o que aconteceu bem no final mesmo, quando uma personagem conta até o desfecho do assassino. Mas é bem simples e curto, direto ao ponto. Ótimo pra que não suporta enrolação.

Espero que gostem da leitura e por favor, se forem fazer festas depois da quarentena, resolvam as mágoas antes. Depois de tanto tempo, não queremos saber de “última festa” por ai. (HAHA)

Boa leitura e nos vemos em breve.

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