Olá pipoqueiros, tudo bom com vocês?

Cadê meus amantes de investigação? Todo mundo em dia com os episódios de CSI?

Como vocês já sabem, tenho um fraco por livros de mistério, então quando a Editora Chiado enviou o livro Mistérios da Riviera, do autor Luigi Longo, eu fiquei em êxtase.

O livro se passa em território francês e essa ambientação é perfeita, eu me senti no universo criado, perfeitamente. Mesmo sem nunca ter ido lá. Ahaha

O começo do livro é uma busca por um detetive novo em uma nova cidade e nosso protagonista tenta a vaga, porque ele queria sair de Paris depois de perder a esposa num acidente. Mesmo com um clichê do cara se jogando no trabalho depois de perder a família, a história dele foi muito bem feita e daquele jeito da gente se emocionar.

O Fabien consegue o trabalho, mas um cara estourado também entra, como parceiro dele. O Alex é sobrinho de um senador importante e totalmente explosivo. O cara se acha e adora aparecer. Obviamente tem tudo para dar merda, né? Eu não senti um ranço dele, mas que não é meu personagem preferido, isso não é mesmo. Já o Fabien é sem defeitos.

Os dois começam a trabalhar num caso de assassinato de uma mulher, que apareceu toda destruída, com órgãos mutilados e queimaduras nos orifícios. Bem cruel mesmo, do jeito que a gente gosta.

O assassino acaba se mostrando um psicopata bem detalhista e, logo ele começa a matar mais, se tornando um serial killer que o departamento inteiro não vê a hora de pegar. Além de uma ponta de charuto e umas marcas nas cenas do crime, ninguém faz ideia de quem ele é.

Além disso, ele vai matando uma atrás da outra, fugindo de lugares expostos, nunca uma câmera ou uma testemunha. Que caso, viu?

A gente lê um livrão desse em poucas horas, de tanta ansiedade para saber o que tá rolando. Eu até achei que tava entendendo o rolê, mas engano meu. Cada caso, cada mulher assassinada, cada mini pista que esse assassino deixava, eu tava tipo: AHHH É ELE!

Iludida, né?

O autor foi um mestre ao desenvolver essa investigação e nada passou despercebido. A gente se vê pelas ruas da Riviera, olhando os três buraquinhos na cena do crime, revirando o estômago com o estado dos corpos das vítimas.

O enredo é super fluido, causa uma ansiedade gostosa para desvendar e saber se a gente vai acertar o final. E eu duvido que você acerte, porque MINHA NOSSA SENHORA DO FINAL, hein?

Luigi Longo é um novo autor querido, adorei o estilo de escrita dele, a capacidade de desenhar o cenário na minha mente e a ambientação realista.

Um ótimo livro de crime e investigação. Indico a todos.

A quem quiser conhecer, depois me conte o que achou. Nos vemos em breve com mais.

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