Olá pipoqueiros, tudo bom?

Estão preparados para mais uma resenha me jogando aos pés da Editora Rocco e entregando meu coração à Brittany Cavallaro?

Hoje vamos bater um papo sobre o segundo livro da série Charlotte Holmes, publicado pela editora esse ano e chamado de O desgosto de August.

Para ambientar vocês, August foi um personagem que já apareceu no primeiro livro, envolto de mistério. Ele é um membro da família Moriarty, grande inimiga da família Holmes. Ele é um rapaz inteligente, doutorando em matemática, que decidiu entrar na ideia da família em se unir aos Holmes para uma trégua. Essa ideia era para melhorar a imagem dos sobrenomes perante o mundo, mas no fim, acho que foi tudo por água abaixo.

A Charlotte tem um problema com drogas, como eu já mencionei na outra resenha. Num belo dia, cansada de ser esnobada pelo seu tutor de matemática, ela arma dele comprar drogas pra ela e acaba denunciando o cara. Bem típico de uma adolescente frustrada.

No primeiro livro a gente fica sem saber o que de fato aconteceu direito, temos apenas alguns flashs. Já nesse volume, tivemos uma noção maior da treta. Até porque, os acontecimentos do final do livro anterior nos ajudam a entender mais, só não vou comentar por razões óbvias de spoilers.

Aqui começamos com o James indo passar uns dias das férias na casa da Charlotte. Ele acha que eles vão comer pipocas, ver filmes e sentar agarradinhos num sofá. DOCE ILUSÃO, né meu caro Watson?

O que acontece de fato é uma Charlotte distraída, reclusa nos cantos, sem saber como lidar com seus sentimentos e tentando passar por essas férias.

E é claro que o Watson fica extremamente ressentido dessa distância.

Vamos ao ponto central desse relacionamento aqui: a Charlotte foi abusada pelo cara morto do primeiro livro. Isso é um fato que ela não consegue (e nem dá, né) ignorar. Ao mesmo tempo em que ela quer se render aos braços do James, toda vez que ele se aproxima demais ela relembra aquele fatídico dia. Além disso, a menina não tem nenhuma proximidade com a mãe, o pai é meio surtado e o irmão é um lunático estranho. Falta claramente um espelho sentimental para essa garota.

Dai você me diz: “ah, você tá romantizando o abuso dela com ele”. Tô, talvez. Mas não é como se ele não soubesse exatamente onde tá se metendo. Inclusive, nesse livro as pessoas o mandam cair fora enquanto é tempo.

Voltando ao tema central, vamos encontrar o August novamente nesse livro e, preciso dizer, eu ainda tenho dúvidas sobre esse personagem. Ele é bom ou mal? NÃO SEI.

O tio da Charlotte, o único legal nesse rolê todo, foi sequestrado e ela acaba em Berlim para tentar descobrir quem está por trás disso. A sugestão é que além de uma investigação de falsificação de quadros famosos, a família Moriarty pode ter um dedo (ou a mão inteira) nesse sumiço.

A Charlotte está decidida em resolver esse mistério e o livro é intenso do começo ao fim. Esse livro é muito mais detalhado e sagaz que o primeiro, e eu nem achei que fosse possível. A obra é tão dinâmica que em alguns momentos eu perdi a linha de raciocínio, de tão rápido que as coisas iam acontecendo. E não de uma forma ruim, apenas característica de um livro investigativo nível Sherlock.

Em determinada parte do livro, como aconteceu também no primeiro, quem conta a história é a Charlotte. O Watson tá meio fora de combate quando ela tem que narrar o que aconteceu. E eu adoro isso, porque ela é sarcástica, azeda e super ciente de si. (HAHA)

E uma curiosidade até agora é que os dois se chamam pelo sobrenome e é quase possível ouvir o tom deles fazendo isso. Eu consigo sentir o sotaque britânico reverberando toda vez que leio. Mesmo sendo famosa, a frase “Elementar, meu caro Watson” nunca foi proferida na série original e aqui não é diferente. Mas confesso que eu acharia o máximo.

Acho que a única coisa ruim desse livro é que ele termina. E termina de uma maneira que eu não sei explicar, mas fiquei meia hora olhando para a parede pensando: WTF?

Eu não sei quem é vilão, não sei quem é mocinho, sei que amo ainda mais a Lena, odeio o Milo e não sei como sobreviver até o próximo volume.

Mais uma vez indico totalmente essa série e, se não fosse o isolamento, eu estaria na porta da Rocco pedindo mais.

Nos vemos em breve com mais. Fiquem em casa e se cuidem.

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