Olá pipoqueiros, turuboooom?

Bora falar daquele livro que você acha que é uma coisa e vem o bonito e te dá um tapa na cara?

Não sei bem se a autora tinha essa intenção ao lançar O Vampiro que queria ser vampiro, ou se eu estou apenas delirando na publicação da Editora Chiado.

O livro é uma pequena obra ilustrada, criado pela autora Katia Ribeiro de Oliveira e ilustrado por Sandra Jávera. Bem curto e com ilustrações baseadas numa cartela de cores azul, vermelho e verde, o livro conta a história de um vampiro que sentia falta de ser um vampiro à moda antiga.

Esse livro me trouxe um monte de reflexão, talvez por conta do isolamento, talvez por conta da proposta do livro mesmo… não sei. Sei que o livro bateu como um tijolo na minha cara.

O vampiro que queria ser vampiro conta como os vampiros foram “gourmetizados” ao longo do tempo, com sua proposta romantizada, longe do assassino frio e cruel de sua origem. O que o vampiro quer é voltar a aterrorizar, colocar medo e, sugar um pouco de sangue.

E, se pararmos para pensar, é uma realidade, né? Fantasiamos alguns seres da literatura, romantizamos lobos, vampiros, anjos. Acabamos criando fantasmas e seres totalmente fantasiosos dentro da fantasia…

E não fazemos isso no dia a dia? Não nos fantasiamos de seres que querermos vender ao outro? Não seguimos musas fitness, postamos sucos detox e postamos livros cults para parecermos mais inteligentes?

Mas perante aos olhos de quem?

O livro é curto e intenso. Eu acabei de ler e me toquei de como a gente romantiza tudo na nossa vida, problematiza na mesma proporção e perde a essência de algumas coisas.

Mas no fim, confesso, eu vi que tá tudo bem. Tá tudo bem ter um vampiro que brilha, tudo bem torcer pro fantasma voltar pra ficar com a mocinha e tudo bem tirar foto do suco detox e odiar o gosto.

Se no fim da leitura (ou do dia) você apenas entender que sua essência ainda existe, agregar tudo aquilo que leu e viveu à sua vida e seguir sempre evoluindo, ficamos sempre bem.

Indico muito a leitura dessa obra, de uma qualidade gráfica maravilhosa e uma crítica social digna.

Nos vemos em breve.

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