Olá pipoqueiros, tudo bem com vocês?

Chegamos hoje com uma resenha bem complexa, com um livro que deu o que falar no lançamento e houve muita treta por conta do tema da obra. A nossa parceira Intrínseca mandou essa obra pra gente e eu estava apaixonada pela sinopse e pela capa, então super devorei o livro.

Mas preciso dizer que Terra Americana, da autora Jeanine Cummins não é um livro fácil – longe disso. A obra conta a história de Lydia, uma mulher que tem uma família estruturada, trabalha numa livraria onde vive cercada de livros e um filho, o Luca.

Um belo dia aparece um senhor simpático, culto e começa a comprar livros que a Lydia ama. Esse flerte literário se estende, mesmo a Lydia sendo casada com Sebástian, um jornalista investigativo. Esse rapaz continua aparecendo, e quando Lydia descobre que na verdade ele é o chefe do cartel que o marido está investigando para uma matéria bombástica, a coisa já saiu do eixo.

Javier, o tal senhor, faz uma grande matança na família da Lydia, e ela sobrevive apenas com o filho pequeno, por um mero acaso do destino. Mas é claro que ela sabe que não vai sobreviver tanto tempo assim, já que Javier quer se vingar da família inteira por conta da matéria do marido. O jeito que ela dá é fugir pros Estados Unidos, mas como mexicana fugindo de um chefe do tráfico, o jeito é ir ilegalmente.

A treta do livro começa ai, porque a autora foi acusada de ser leviana com a cultura e a imigração ilegal. Confesso que alguns pontos incomodam, quando a gente conhece um mínimo da realidade da região. O fato de estruturar o México como aquele padrão de drogas incomoda alguns leitores e isso acontece aqui. Embora eu não conheça pessoalmente a realidade dos imigrantes ilegais, aparentemente ficou desproporcional sobre o que a gente lê por ai. Mas quem me conhece sabe que eu gosto de ler de coração aberto e sem levar em conta as polêmicas, então, vamos ao livro.

A autora consegue nos fazer sentir cada momento de dor. Ela tem uma escrita sensacional no sentido da empatia. Quando Lydia encontra Rebeca e Soledad no caminho para os states, vemos como somos pequenininhos perante a dor do outro. As duas jovens podem ser jovens, mas carregam tanta experiência e tragédias que chega a ser dolorido de ler. Entre tantas pessoas que a Lydia encontra, apenas as jovens permanecem. Além do filho dela, claro.

O livro é incrível, de verdade. cheio de personagens cativantes e por isso, eu indico demais a leitura. A recompensa final da obra é gratificante. Lydia perde toda sua família no primeiro capítulo, então a gente já toma aquele baque. E o livro inteiro ela persegue o sonho da liberdade e da vida. E isso é lindo.

Indico o livro também pela qualidade gráfica, porque a Intrínseca arrasou nessa obra. Da capa aos capítulos bem estruturados e amarrados, tudo bem perfeitinho. Além disso, convido a cada um ler e conhecer o livro, entender a história e também se aprofundar na questão da imigração e no sofrimento dessas pessoas. Mesmo que o livro não tenha tudo que a gente espera desse contexto, vale a leitura.

Nos vemos em breve.

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