“Eu não devo ter medo. Medo é o assassino da mente. Medo é a pequena morte que leva à aniquilação total. Eu enfrentarei meu medo. Permitirei que passe por cima e me atravesse. E, quando tiver passado, voltarei o olho interior para ver seu rastro. Onde o medo não estiver mais, nada haverá. Somente eu permanecerei.”

Como uma das obras de ficção científica mais bem sucedidas de todos os tempos e que redefiniu o gênero para a modernidade, Duna é um épico até os dias de hoje. Adaptada para vários tipos de mídia, agora podemos acompanhar em uma Graphic Novel lançada pela Editora Intrínseca. Este é o primeiro volume referente ao primeiro livro dessa saga incrível e esperamos ansiosos pela continuação dele.

Em um futuro distante que se passa nossa história, nada fica muito claro com relação a isso. Mas foi uma era posterior ao momento que a humanidade quase foi extinta pelas máquinas pensantes. Com isso, a religião veio com mão de ferro nesse novo império, e proibiu a existência das máquinas, mas tornando os guerreiros computadores humanos.

Não sabemos o que aconteceu com a Terra que conhecemos, se foi destruída ou transformada em outro tipo de planeta. As informações ficam guardadas pela Guilda. Temos hierarquicamente o Imperador e as Bene Gesserit, que ficam encarregadas dos transportes intergalácticos e o comércio, que são um grupo de mulheres com um objetivo específico e treinadas na arte da persuasão.

Game of Thrones bebeu muito na fonte de Duna. Disputas políticas, traições e muitas tramas. E vou te dizer, tudo isso é contado e relatado com maestria.

Agora tudo fica em volta do Melange, especiaria cara e muito viciante, mas dá a habilidade de presciência, como uma visão limitada do futuro. Mas ela só existe em Arrakis, também chamado de Duna.

O Planeta Arrakis tem a proteção de diversas casas influentes por muito tempo, com um bom relacionamento consegue um certo controle sobre nobres. Mas em algum momento a Casa Atreides fica com o domínio, e assim começa uma sucessão de planos horrendos por de baixo dos panos.

Nesse primeiro volume, nosso protagonista Paul Atreides, herdeiro, com um treinamento Mentat – o computador humano – e Bene Gesserit – algo que é exclusivo para mulheres, com uma profecia vem a exceção de ser o único homem, o qual elas buscam, esse indivíduo que poderá dominar os poderes secretos da doutrina.

Me desculpe Paul, mas o deserto de Duna é quase um protagonista por si só. E o ecossistema criado pelo autor tem muitos detalhes, não é só areia. Há vida em cada grão de areia. A tecnologia não tem foco principal, tudo que está no planeta é relevante. Focar na Ecologia, sobrevivência, humanismo e filosofia fazem com que tudo fique mais denso na experiência.

Além dos titânicos vermes de areia, algo que podemos ver nos dias de “hoje” em obras como o Ataque dos Vermes Malditos.

A história de Duna é bem amarrada. Apesar de ter um cenário bem difícil. Isso vemos com a chegada em Arrakis. Apesar do início simples, ao longo da história vai ficando mais complexo.

Nessa primeira Graphic Novel, vemos um tema muito atual trazendo o fantástico e questões sérias como o meio ambiente, a máquina e o homem, poder e política… e PODER.

Até a próxima!

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