Salve salve, pipoqueiros!

Hoje vamos falar sobre um livro super hypado que já ganhou a continuação. Filhos de sangue e osso é o primeiro volume do universo criado pela maravilhosa Tomi Adeymi. A editora rocco nos enviou o segundo volume como ação do mês de novembro de 2020 e a ansiedade foi tanta que eu comecei – e terminei – de ler no kindle antes mesmo da editora mandar o primeiro volume.

Então vamos lá.

Onze anos atrás, os Majis – pessoas com poderes e habilidades recebidos pelos Deuses – foram exterminados. Por qual razão? Foi declarado pelo rei de Orïsha que a magia precisava ter um fim, ele acreditava que as habilidades que os majis tinham eram perigosas para o seu reino.

Zélie Adebola, nossa protagonista, é uma divinal. Filha de uma maji ceifadora. Sua mãe foi assassinada na Ofensiva (evento de onze anos atrás) e desde então vive com o irmão Tzain e seu pai. Sua vida não é perfeita. Por conta de seus cabelos brancos, que são a marca dos divinais, Zél nunca teve uma vida normal. Sempre cercada de soldados, vivendo nesse preconceito e sendo rotulada de “verme”. É um verdadeiro caos.

Até que um dia Zélia ajuda uma jovem no mercado local. A menina estava claramente desesperada e sendo seguida por soldados da corte. A jovem em questão é Amari, a princesa do reino de Orïsha.

Amari presenciou a pior cena de sua vida. Sua melhor amiga, Binta, que trabalhava em sua casa, sendo cruelmente assassinada pelo seu próprio pai, o rei de Orïsha.
O motivo? Binta era uma divinal e o rei Saran quis testar um tal de pergaminho sagrado que ativava a magia de volta ao reino. O rei não podia deixar pistas sobre esse objeto, então a matou.

Tudo isso foi assistido por Amari. Sem hesitar, ela consegue pegar o pergaminho e fugir do castelo. Foi então que o destino uniu Zél e Amari.

Com a ajuda de seu irmão Tzain, Zélia viaja com Amari em busca de outros dois objetos mágicos para restaurar a magia de Orïsha. Mas Inan, príncipe de Orïsha, herdeiro do trono e irmão de Amari está caçando nossos herois e a ordem é matar e recuperar o pergaminho.

O livro é composto de três narradores: Zélia, Amari e Inan. E são todos capítulos bem curtinhos e consecutivos.

Esse é o enredo do livro. O que eu achei?

Olha, já faz muito tempo que eu não leio livros de fantasia. Eu adoro, mas acho que eles são muito carregados de informação que eu logo esqueço, sabe? Graças aos Deuses esse não foi o caso. A autora foi muito simples e clara em relação a toda a magia envolvendo os personagens. Ela conseguiu deixar a história fácil de ser entendida.

Eu tenho muita dificuldade em decorar nomes de personagens, por isso prefiro tanto livros solo. A autora consegue definir muito bem quem são os protagonistas e em nenhum momento fiquei com dúvidas sobre quem era quem.

Uma boa sacada também é um glossário, antes da história, sobre todos os clãs de Orïsha. Todos os dons que os majis e divinais poderiam adquirir com a idade e seu Deus de descendência. Isso ajudou muito em determino ponto da história.

A personagem que eu mais gostei foi a Amari. Eu consegui acompanhar o amadurecimento e a transição de princesa do reino de Orïsha para a Leonária determinada. Como os capítulos são intercalados, também temos a narrativa dela. Acompanhamos seus anseios e suas angústias como nobre que quer se desvencilhar do mundinho real. Foi muito revigorante entrar na cabeça dela.

Inan, SEM DÚVIDAS, foi o personagem que eu menos senti empatia. Ele fica muito em cima do muro e não sabe o que escolher e fazer. Passei raiva nos capítulos dele, mas também foi bom assistir a caçada pela perspectiva dele.

Tzain, irmão de Zélia, também deveria ganhar seus capítulos narrados. Ele foi um suporte emocional muito grande para nossa protagonista. Muito inteligente e perspicaz.

Zélia é a nossa estrela. No começo do livro eu já tinha a impressão de que iria gostar dela. Uma mulher decidida, forte e uma guerreira nata. Teve que superar todas as portas fechadas e sempre com cabeça erguida. Tem como exemplo a mãe, uma ceifadora super habilidosa, e o exemplo de resistência do pai. Conseguiu passar toda a raiva que sentia do exercito do rei e a sua vontade de mudar os rumos dessa trágica história.

Todos os personagens foram muito bem construídos, inclusive aqueles que fizeram uma rápida aparição.

OBS: Não se apegue aos personagens. Nessa história tem esperança, mas muita tragedia também. Em breve teremos a resenha do volume 2: Filhos de virtude e vingança.

Até a próxima!

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