Salve salve, pipoqueiros!

Venho trazer boas novas para os apaixonados por Caixa de Pássaros: Malorie é brilhante! A nossa parceira do coração, a Dona Intrínseca, nos mandou a famigerada continuação de um livro que aparentemente estava acabado. Mas antes de falar sobre o atual livro, vamos de Flashback:

ATENÇÃO! A PARTIR DAQUI HAVERÁ SPOILERS DO LIVRO ANTERIOR, O CAIXA DE PÁSSAROS.

Caixa de pássaros nada mais é do que um suspense criado pelo Josh Malerman onde encontramos um mundo em caos. Pessoas precisam ficar vendadas ao saírem de casa porque algum ser/criatura está deixando o povo todo endoidado só de manter contato visual com elas. Portanto, os ouvidos são seus respectivos olhos. Todas as pessoas precisam ficar de olhos fechados porque, a partir do momento que você olha a criatura, um instinto selvagem a domina e, ou você se mata, ou mata outras pessoas e depois tira sua própria vida. Desse tipo. Pânico geral.
Malorie é a nossa protagonista e ela se encontra desesperada com essa nova realidade. E para acrescentar mais drama na história, ela está grávida. Meses se passam e ela fica abrigada em uma casa com algumas pessoas, com ela estão o Tom e a Olympia. Malorie e Olympia desfrutam da mesma realidade, pois ambas estão grávidas. Tom é a pessoa mais próxima de Malorie, e nas palavras dela, “O homem mais corajoso dali”.

Após dar à luz em circunstancias extremas, pois Gary, um fanático infiltrado na casa, abre as cortinas e deixa quase todo mundo doido, Malorie e Tom conseguem escapar sãos. E mais! Com as duas crianças. O menino de Malorie e a menina de Olympia.
Depois de determinados acontecimentos, nossa protagonista e as crianças decidem ir a uma escola que, por meio de uma comunicação, souberam que lá vivem outras pessoas, uma sociedade. Lá ela apresenta as crianças como Tom e Olympia, já que antes ela só os chamava de Menino e Menina.

MALORIE:

A primeira parte de Malorie começa dois anos após ela e as crianças, agora com seis anos, terem encontrado a escola para cegos Jane Tucker. Logo no começo sentimos a adrenalina da situação: Aparentemente uma criatura invadiu o instituto e uma senhora cega foi contaminada com a loucura. Presenciamos cenas horríveis de uma mulher com uma faca na mão matando tudo e todos que estavam ao seu alcance. Nisso, Malorie coloca sua venda, acha as crianças, e mete o pé desse lugar que era considerado o refúgio deles.

Após dezes anos do acontecido, Malorie, Tom e Olympia vivem uma vidinha pacata em um acampamento em Michigan. O lugar foi um verdadeiro achado. Lá é como se fosse vários alojamentos, um acampamento mesmo. Malorie continua a mesma mulher controladora e desconfiada que já era no livro anterior, Tom é um rapaz com ideias revolucionárias e criador de invenções para esse novo mundo, o que deixa a mãe extremamente irritada. Olympia aprendeu a ler desde muito cedo, ainda na escola para cego, talvez por isso ela seja muito sensata e o lado racional pese mais nas decisões dela.

Em um determinado dia, um cara se dizendo ser do censo bate na porta de um dos alojamentos e gera aflição a todos. Ele diz ter uma papelada afirmando descobertas sobre o novo mundo, uma lista de sobreviventes e relatos de uma sociedade que conseguiu capturar uma criatura. Já é o bastante para que Tom fique muito curioso. Além disso, parece que existe um trem cego que leva passageiro em um circuito entre Mackinaw e Lansing.

Isso acontece logo nas primeiras 20 páginas. Agora você imagina o desafio que essa família vai encontrar caso queira seguir com essa empreitada.

Muitas coisas acontecem nesse livro e a cada final de capítulo é um soco no estômago. Várias vezes fiquei sem ar com o ritmo dele. Cada capítulo é focado em algum personagem, a predominante é a Malorie, mas fiquei muito instigada quando vinha as partes da Olympia, já que eu não sabíamos o tipo de relação e comportamento que poderiam gerar em uma criança que sabe que a mãe biológica morreu por causa das criaturas e precisa se virar nessa confusão de mundo. Tom é o personagem que menos me gerou afinidade. Ele contesta demais a mãe e é um adolescente chato. Mas acho que saber da trajetória de Malorie no primeiro livro e depois ler o que Tom acha dela, me remeteu a uma falta de agradecimento que ele tinha por ela. Malorie é a grande heroína da história. Sobrevivente e mãe que passou todos os ensinamentos para os filhos, ela precisa de uma folga e é totalmente compreensível que ela seja do jeito que é: Preocupada com tudo. Ela precisa ser dura com eles e com ela mesmo. #MaloriePrecisaDeFérias.

Sinceramente, eu achava que Caixa de Pássaros servia como livro solo. O final estava bom, sabe? Tanto que quando soube da continuação, fiquei com o pé atrás, mas solicitei pela editora de qualquer maneira – a curiosidade é maior! E olha, iria me arrepender amargamente de não ter lido. Aqui sabemos mais sobre esse mundo e a essência da protagonista não muda. Ela é sim repetitiva com alguns assuntos, mas eu talvez também seria que estivesse na pele dela. A única coisa que eu mudaria seria o final corrido. Como eu disse lá em cima, acontece muitas coisas nesse livro, e ele tem apenas 287 páginas, e o final foi um turbilhão de eventos. Eu estava lendo bem devagar, tipo 3 ou 4 capítulos por dia, daí chegou o desfecho do livro e foi encurtando ainda mais, parecia que os últimos cinco capítulos se transformaram em um! Muitas tretas.

Depois de Os Testamento (continuação de o Conto da Aia), Malorie é a continuação de livros que não precisavam de continuação mais necessários de existir.

Até a próxima!

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