Salve salve, pipoqueiros!

Tudo tranquilo nessa quarentena? Espero que sim!
O meu livro e indicação da semana é o amorzinho do Modern Love.
Fundada em 2004, modern love é uma coluna fixa dentro do jornal The New York Times que recebe diariamente inúmeros casos que envolvem essa temática de “amor moderno”. Ambientada tanto em Nova York, quanto em outras cidades e estados dos EUA, a coluna consegue resgatar o que há de mais humano nas nossas relações, tanto de amor romântico, amizade, família, saudade, perdas, e por ai vai.
O sucesso foi tanto que , além de livro, virou uma linda produção da Amazon Prime com oito episódios.

O livro é uma coletânea de algumas histórias que foram publicadas pelo jornal e selecionadas pelo time de redatores, entre eles, Daniel Jones. Na introdução há uma breve apresentação do peso e da gratificação que tem sido editar e espalhar para o mundo as diversas formas de amor.

Foi uma linda surpresa a Editora Rocco ter mandado para a gente esse livro, eu que sou fã da série então, dei pulinhos de alegria.
O livro é dividido em quatro partes: Em algum lugar lá fora, acho que amo você, segurando firme das curvas e assuntos de família.
Senti que na primeira parte era de casos mal resolvidos e frustrantes, do tipo que tinha tudo pra dar certo, mas o destino disse “NÃO!”. O melhor conto foi o do hospital (NO HOSPITAL, UM INTERLÚDIO DE CLAREZA), que inclusive é um dos relatos que foi adaptado para a série e o que mais me doeu foi o das mensagens urgentes (DURANTE UMA NOITE DE SEXO CASUAL, MENSAGENS URGENTES FICAM SEM RESPOSTA), que narra um episódio de arrependimento na vida do rapaz.
A segunda parte vai falar sobre admiração e reconhecimento, muitas narrativas que são feitas para a gente sentir aquela vontade de abraçar uma pessoa querida. Foi o capítulo que eu mais destaquei, um deles é a transformação de um pai e marido de família em um astro do Rock (DORMINDO COM O GUITARRISTA) e da esposa que está anunciando o seu marido a futuras namorada (VOCÊ TALVEZ QUEIRA SE CASAR COM O MEU MARIDO).
O terceiro é sobre segurar aquela barra e os desafios que a vida impõem. Nele nós vamos encontrar a crônica adaptada pela série dos pais adotivos (A MÃE SEM TETO DO DJ) e chorar com o depoimento de uma mãe que adotou uma adolescente trans (SÓ SEGURANDO FIRME AS CURVAS).
O quarto e último vai lidar com relacionamento de família. Lembrando que família não necessariamente é de sangue, família é o lugar onde você se sente mais acolhido e seguro.
E os melhores contos se encontram aqui!! ACEITE-ME COMO EU SOU, NÃO IMPORTA QUEM EU SEJA e QUANDO O PORTEIRO É O PRINCIPAL HOMEM DA SUA VIDA. Você sabe do que eu tô falando! Os episódios da série que mais repercutiram.

Uma das melhores sacadas que Daniel Jones teve foi a de colocar no final de cada relato o nome da pessoa, o status e o ano que a história foi publicada. Confesso que deixei o notebook aberto do meu lado para que eu buscasse saber sobre as pessoas que mais me identifiquei, e o resultado é completo, preenche TODA a experiência das coletâneas. Só tenho a agradecer a coragem desses autores e anônimos de exporem as suas vivencias de modo que com certeza inspiraram outras pessoas.

Até a próxima

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