Salve salve, pipoqueiros!

A editora Verus lançou mês passado esse thriller bem babadeiro. Eu já estava de olho nesse livro e quando li a sinopse me veio um sentimento de familiaridade… Era a história da Dee Dee e da Gypse? Uma mãe possessiva que colocou todas as doenças do mundo na filha … é muita coincidência, né?

Então, o caminho é o mesmo, porém o começo dessa história é a mãe, viva, saindo da cadeia. Foi nesse ponto que a sinopse do livro me pegou. Uma possível continuação se o fim trágico da Dee Dee não tivesse existido.

Uma pessoa muito querida me deu esse livro e passei logo na frente de todos que eu tinha aqui em casa (Ray Bradbury, me perdoe!). Um thriller que me despertou sentimentos contraditórios. Uma hora estava torcendo por Rose Gold, mas no capítulo seguinte me vinham dúvidas sobre seu caráter. Uma hora eu queria que Patty pagasse por todos os seus pecados, mas depois o passado dela vinha à tona e eu passava um pano em certas atitudes.

Conclusão: Passei raiva 80% do livro (quem acompanha a gente no skoob sabe o que estou falando). Nunca vi duas personagens tão dissimuladas.

Depois de cumprir sua pena de cinco anos, Patty Watts enfim sai da cadeia. Seu crime? Torturar sua filha saudável por dezoito anos com doença gravíssimas sem ter nenhum diagnóstico. Rose Gold ainda guarda mágoa de sua mãe. Ela está prestes a completar seus vinte e quatro anos, é mãe do bebê Adam e uma mulher independente.

O livro começa com Patty se despedindo das suas companheiras de encarceramento e esperando Rose Gold na porta de saída do presídio. A partir disso os capítulos serão intercalados com a Patty nos dias atuais e Rose lá de 2014, um pouco depois da mãe ter sido pega pelos policiais.

A narrativa de Rose é a melhor. Ela nos dá um parâmetro de todas as dificuldades que ela enfrentava com a mãe e depois dessa ruptura. Ela continua sendo uma menina solitária, pois sua “melhor amiga” não dá a mínima para ela, seu namorado virtual deseja não a encontra-la pessoalmente e o ambiente novo de trabalho a deixa ainda mais isolada. Ela tem aquela falsa liberdade, sabe? Rose pode fazer o que ela quiser, mas o passado a assombra diariamente.

Patty é a complicação em pessoa. Nossa senhora! Que mulher difícil. A autora teve um longo caminho para a construção dela. Patty quer deixar o passado no passado, mas como isso se ela continua com as mesmas atitudes? Patty é fria e calculista. Está sempre desconfiando de tudo. Uma mulher falsa que insiste em dizer que tudo o que fez com a filha foi “para o bem dela”.

Confesso que nos capítulos da Patty eu pulei algumas linhas por ter descrições e enrolações demais que não acrescentaram em nada na história. O passado dela é muito conturbado e isso explica certas atitudes, mas a maldade já vinha dentro dela desde sempre.

Eu precisei pausar diversas vezes a leitura. Me sentia sufocada com algumas situações e briguei mentalmente tanto com a Patty quanto a Rose Gold. As duas tem um nível de manipulação que só pode ser genético. Meu maxilar as vezes travava de tanta angustia que as personagens traziam.

Saber da história que inspirou o livro me ajudou muito a visualizar, fisicamente falando, todos os personagens. Por isso recomendo muito a mini série da Hulu que se chama The Act. As atuações são impecáveis e você vai entender melhor tudo o que a Gypse (Rose) passou durante todos esses anos.

Fica aí a dica de thriller para você passar raiva. Haha.

Até a próxima!

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