Salve salve, pipoqueiros!

Hoje vamos fugir um pouquinho do nosso habitual para podermos entrar no mundo da Isabel Salomão de Campos. Quando a editora intrínseca anunciou o livro novo da Daniela Axbex, fiquei animada porque já tinha ouvido falar muito bem da escrita dela. Pensei que poderia ser uma ótima oportunidade para conhecer a autora! Mas o que ela fez foi o contrário, foi apresentar a biografia da mulher incrível, forte e bondosa que é a Dona Isabel.

Desde muito moça, a menina Isabel sabia que era diferente. As pessoas que a observavam também sentiam algo especial no seu tom de voz, nas gesticulações e na serenidade da menina de apenas 9 anos. Isabel é filha de uma família libanesa, a primeira geração dos Salomão, que saíra do país árabe para o sertão mineiro. A menina sempre teve sede de aprender e quando finalmente entrou para a escola, fez jus a sua determinação.

Mesmo pequena, viva conversando com gente grande, benzia as pessoas que ansiavam e desejavam por uma melhora clínica e via “coisas”. Isabel era muito nova para associar o que ouvia e via com a sua missão de vida: espalhar a mensagem do espiritismo.

Anos depois, inconformada com a falta de acesso a educação que jovens do setor rural sofriam, a jovem Salomão, de 14 anos, acompanhada de seu pai, foi direto a prefeitura da cidade. Conversou com o prefeito de lá sobre a abertura de uma escola para essas pessoas. Com as condições estabelecidas por ele, ela poderia abrir uma escola. E mais! Isabel decretou que ela mesma seria a professora, pois já estava finalizando a quarta série.

Um tempo depois, Isabel conseguiu fundar a sua instituição de ensino e levou o aprendizado a inúmeras pessoas. O tempo foi passando e a adolescente de quase 17 anos precisou partir para a cidade grande: Juiz de fora. Ela precisava seguir e apoiar a família, que vem em primeiro lugar. O tempo foi passando e as visões e o falatório continuavam presentes na vida de Isabel. Seu primeiro emprego remunerado foi como auxiliar de cozinha na Fabrica Escola Cândido Tostes, e também foi por meio de terceiros que ela encontrou o seu amor e futuro marido: Ramiro.

Não demorou muito até eles se casarem, ele com 35 e ela com 23. Desde a primeira vez que ela o avistou já sabia … era o amor de sua vida. Iriam ficar juntos para sempre e compartilhavam do mesmo caminho espiritual. Nesse meio-tempo, ela foi convidada a frequentar o centro espirita da região, muito conhecido pela vizinhança e lá o dom da palavra se manifestou. Isabel se descobre médium.

Muitos anos se passaram, com a família já estruturada, Isabel decide fundar a Casa do Caminho com o seu esposo, o Dr. Ramiro Monteiro de Campos. A principal finidade era de socorrer e abrigar jovens e adultos e espalhar a palavra cristã. Mas isso foi muito mais além. Com o passar dos anos, essa instituição virou uma sociedade e logo um mantra de vida. O que a Dona Isabel fez por milhares de vida é inexplicável.

Repleta de alegria, bondade e firmeza em tudo o que pensa e fala, D. Isabel é um exemplo a ser seguido porque sempre espalhou boas crenças, esperança, a cura pela dor interna e pelo desconhecido. E olha, o que eu escrevi é apenas uma pontinha dos feitos de D. Isabel. Não quero entregar mais detalhes porque você precisa ler esse livro.

Daniela Arbex entregou uma história de vida tão bonita e tão forte de uma pessoa que é símbolo para tantas outras. A D. Isabel está viva, é super ativa no Youtube e nas redes sociais e continua com os trabalhos sociais. Eu não a conhecia antes de saber do lançamento deste livro, mas já tenho a admiração e o respeito máximo por essa personalidade que merece muito mais que o mundo.

Os capítulos são curtos e muitos deles começam com uma história que parece ser aleatória, onde os envolvidos acabam chegando ao encontro de Dona Isabel. Eu acho que tem uma pegada de caminhos que o destino traça, sabe? Porque são enredos que não parecem ter ligação essa biografia, mas quando você menos espera, a D. Isabel cruza com eles.

Um capítulo que me tocou foi o do menino Gevanildo. Abandonado pelo pai e pela mãe e vivendo com a culpa de não ter conseguido salvar o irmão de apenas dois anos de um afogamento, Gevanildo fora adotado pelo próprio avô. Com o tempo, o menino foi ficando agressivo e acabou cometendo uma barbaridade: bateu na cabeça do seu tutor até arrancar sangue. Detalhe: na época ele tinha 5 anos e seria encaminhado para uma espécie de conselho tutelar. A história se desenrola e o final dela foi a Dona Isabel acolhendo o rapazinho, sendo ele um dos moradores do Lar do Caminho. Hoje ele é casado e tem três filhas.

Essa é só uma das muitas histórias. Venha se aventurar nos dois mundos de Isabel, vai mudar muito a sua concepção.

Até a próxima!

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