Salve salve, pipoqueiros!

Esse foi o meu primeiro contato com a rainha do crime! Vi muitas pessoas elogiando, e com razão, as novas edições da editora Harper Collins e pensei que seria uma boa, caso eu gostasse da escrita, começar a montar a coleção da Agatha desse padrão.

Primeiro de tudo, preciso elogiar demais todo o processo editorial desse projeto. A capa é linda, a diagramação é perfeita, todas as informações necessárias estão ao final da história e as fontes usadas na capa e lombada são maravilhosas. A prateleira fica com uma outra cara quando o livro é encaixado com o outros.

Eu criei muita expectativa a respeito dessa minha primeira leitura porque: Eu amo Sherlock Holmes, portanto, também achei que amaria Hercule Poirot e pelo hype que está sendo pelo Clube da Rainha.

A história:

Hastings volta para Londres e decide fazer uma visita ao seu velho amigo, Hercule Poirot. Quando os dois estão reunidos na casa de Poirot, um homem sob circunstâncias muito suspeitas invade a sala com mensagens desconexas e aparentemente está passando por um choque. Os dois homens tentam saber mais sobre esse ocorrido e observam um papel que está todo rasurado com o número quatro repetido diversas vezes.

Ao contrário do que achávamos que seria um agradável reencontro de amigos, acaba se tornando uma bola de neve. Uma organização criminosa conhecida pelo nome Os Quatro Grandes está atacando diversos lugares e quer manter Poirot o máximo de distância possível.

Seria medo do que o nosso detetive descobriria? Hastings narra toda a aventura e tenta contribuir para desvendar o que há por trás dessas ações promovidas pelas tais quatro cabeças do crime. Andei pesquisando e parece que esse é o primeiro caso internacional de Poirot.

A premissa me encantou logo de cara. Curta, objetiva e aberta a várias interpretações – Igual ao livro. A sinopse não entrega nada sobre o que a história é. Isso é fantástico!

Mas ao mesmo tempo que eu enumerei essas qualidades, os defeitos foram os mesmos. Tudo acontece muito rápido, uma hora eles estão conversando com o mordomo, aí já se passa horas dessa conversa e esse espaço de tempo não nos é revelado o que os personagens fizeram. A continuidade é quebrada para que possamos chegar em um possível conflito.

Um exemplo disso é quando Hastings está trabalhando disfarçado para um figurão suspeito de ser um dos cabeças da organização. Não existe uma noção de tempo, parece que passou semanas em apenas duas páginas, entende? Ele dá detalhes de que o personagem adquiriu a confiança da pessoa, mas eu não tive essa impressão já que não houve um desenvolvimento.

Tudo acontece muito rápido e quase não dá pra respirar. A história é muito bem estruturada, os vilões dão muita raiva (adoramos esse tipo) e Hastings e Poirot tem uma química fantástica. Os personagens tem uma intimidade que nos faz acreditar que realmente são amigos há anos.

Foi uma boa leitura e com certeza quero ler mais livros da Agatha (de preferência dessa coleção da Harper!).

Uma aventura pra lá de empolgante e indico para todes!

Até a próxima!

Share:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *