Salve salve, pipoqueiros!

Estou apaixonada pelo casal desse livro. Emma e Alyssa são encantadoras e essa paixão me cativou do começo ao fim da história. A Editora Alt publicou já no finalzinho de 2020 The Prom, a festa de formatura, seguindo o embalo da adaptação cinematográfica da Netflix.

Primeiro de tudo, The Prom nasceu de um musical da Broadway e só depois vieram as adaptações. Mas não se preocupe, o livro é basicamente o enredo central da história: Duas meninas lutando para poderem dançar na festa de formatura da escola. Não temos letras e danças de musicais mirabolantes.

Agora imagina: Você e a sua namorada são impedidas de participarem da tão aguardada festa de formatura. Injusto, né? Afinal, vocês são alunas exemplares e se comportam muito bem e não há motivos para tal impedimento … Logo de cara Emma solta a frase que vai ecoar para sempre na nossa cabeça: Não seja gay em Indiana.

Além de ser um lugar extremamente conservador, as pessoas que frequentam a escola são hipócritas pra caramba. Sempre com o dilema de não disseminar o bullying, mas quando se deparam com alguém fora do seu circulo social, o que mais fazem é excluir e apontar o dedo.

Mas Alyssa e Emma são as protagonistas mais cativantes que eu li faz bastante tempo. A empatia foi imediata. Emma usa muitas referências dos anos 2000 e é super engraçada e Alyssa tem um humor mais racional.

Emma é super apaixonada por Alyssa e Alyssa é louca pela Emma. Mas parece que Indiana não está preparada para esse amor. Logo após Emma ser barrada de ir à festa de formatura do colégio por ter declarado ir com outra menina, a noticia bomba em suas redes sociais. Ela é conhecida por fazer vários covers no seu canal no Youtube e acaba usando essa ferramenta para desabafar as suas frustrações.

Ela não esperava a repercussão desse vídeo. Um belo dia um grupo de artistas de um musical da Broadway surge em protesto na frente da escola onde Emma e Alyssa estudam. E a partir dai a história vai se desenrolar.

Alyssa é presidente do comitê estudantil e a sua mãe é representante do grupo dos pais dos alunos. Emma foi expulsa de casa depois que seus pais viram certo vídeo dela se declarando lésbica. Alyssa é popular, líder e porta voz das causas estudantis, já Emma é mais contida e se expõe mais na internet.

Temos aqui duas personalidades opostas que o amor foi capaz de unir. Eu fiquei encantada com as duas, elas se complementam de verdade. A mãe de Alyssa é insuportável e a avó de Emma é um amor. Os artistas dos musicais, que agora não vou lembrar o nome, são espetaculares. São só próprios estereótipos que a gente imagina serem de artista.

Cheio de representatividade, comédia, romance entre meninas e referencias do mundo pop e contemporâneas. E lembrem-se: Não seja gay em Indiana.

Até a próxima!

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