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Salve salve, pipoqueiros!

Que livro gostoso de ler! Jojo Moyes é a rainha sensata que habita em nossos corações e Um caminho para a liberdade é o seu mais recente romance. A Editora Intrínseca nos enviou no começo de dezembro esse livro que estávamos super ansiosas para resenhar. Sinceramente, não queria que ele acabasse. Confesso que demorei um pouquinho para terminar porque me apeguei demais as personagens.

Esse romance vai se passar em 1937, em uma cidadezinha no interior dos Estados Unidos.
Alice, uma mulher inglesa e recém-casada, chega à cidade de Baileyville e se depara com uma realidade bem diferente da que vivia com seus pais. Desapontada por ficar na mesma casa que seu sogro e pelo marido que de príncipe não tem nada, Alice acaba se interessando por um projeto chamado Biblioteca Itinerante, no comando de Margery O`Hare. Consiste em um trabalho destinado somente as mulheres e elas teria que cavalgar aos arredores do Condado Lee distribuindo, gratuitamente, livros para pessoas com pouco acesso a literatura. Simples, né? Só que não. Naquela época era muito difícil que as mulheres tivessem essa liberdade e um trabalho remunerado bom. Isso acaba incomodando muito as autoridades locais, inclusive o sogro de Alice.
Nesse meio-tempo, vamos conhecer as outras três bibliotecárias: Izzy, Beth e Sophia.
As cinco tem personalidades totalmente diferente, Izzy tem uma família bem controladora, mas que acaba aceitando o novo emprego da filha, ela finalmente consegue provar um gostinho de como é ser independente. Beth não é tão explorada no livro, mas que tem um caráter bem forte e gosta de bater de frente com as situações delicadas. Sophia foi a última a ser selecionada para ser uma das bibliotecárias, ela tem o irmão que sofreu um acidente e ela fica em casa para cuidar dele, portanto, precisa de uma grana extra. De todas, ela é quem tem mais experiência em organização, então fica na biblioteca a noite para catalogar e arrumar os livros que chegam.
Margery é a personagem que mais dá a cara a tapa, ela tem um passado bem complicado e o nome da família manchado por causa do pai. Ela é uma mulher que mantem o relacionamento com um homem e não são casados. Ela tem uma casa própria, mas sem filhos. Agora, para a gente, isso é totalmente normal, mas naquela época era um erro.
Cada capítulo temos uma citação e passagens de livros que, puxando pela memória, nos deparamos na história. Essas citações também nos dá a noção do que vamos encontrar a seguir.
Um ponto legal de ressaltar é a interação que as bibliotecárias tem na entrega dos livros. A cada casinhas que vão passando, há sempre uma família para a gente poder acompanhar. As semanas se passam e vamos lembrando de cada caso e como a literatura ajudou de alguma forma.

Essas cinco mulheres se unem pelo amor aos livros, rumo a independência e quebrando vários tabus.
O que é um casamento feliz? A cor da pele interfere no seu trabalho? Não ter filhos no casamento ou ter, mas fora do casamento, é pecado? O que é ser mulher? Esses são os questionamentos que elas irão se fazer durante todo o livro
A Jojo sabe desenvolver bem as histórias e amarrá-las de um jeito fora do normal. Espetacular, brilhante e lindo. Sororidade é a melhor definição

Uma pedida ótima para o natal.

Até a próxima!

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