Salve salve, pipoqueiros!
Amamos um suspense bem construído e foi uma felicidade ter lido Uma mulher no escuro do Dono e Proprietário do nosso coração, Raphael Montes.
A história se passa 20 anos depois de um crime horrível. Em 1998, quando Victória Bravo tinha apenas quatro ano de idade, ela presenciava o assassinato dos pais e do irmão e acaba sendo poupada pelo assassino dessa tragédia. Uma característica da cena do crime foram os corpos pichados com tinta preta e o assassino era um dos alunos da escola onde os pais de Victória eram os donos.
Já na idade adulta, nossa protagonista é uma jovem de 24 anos bem fechada com o mundo, tem um emprego mediano em uma cafeteria e mora em um apartamento na Lapa – RJ.
A emoção começa mesmo quando em um determinado dia ela encontra seu apartamento aberto e com uma mensagem pichada na parede: Vamos brincar?
Além da parede também temos o ursinho de pelúcia que ela carrega desde a infância encharcado de tinta preta.
Ao longo da história vamos acompanhar algumas poucas pessoas que a personagem tem contato, como o Dr. Max, seu psicólogo, a tia Emília, a única familiar que restou, Arroz, seu melhor amigo e um desconhecido escritor que se aproxima dela.
Eu particularmente gosto da escrita de Montes e também gosto do jeito que ele me deixa desconfortável. Ele permite que o leitor saia da sua zona de conforto e do nada ele solta uma informação e sai correndo. Demora um pouco para digerir tudo.
A protagonista se sente sendo vigiada a todo momento e tem muita dificuldade em socializar. Nós conhecemos um pouco mais da sua personalidade ao longo do livro, seus receio em certas atitudes, sua coragem em investigar todo o seu passado e sua instabilidade emocional.

O interessante não foi necessariamente a conclusão do livro, mas foi poder entrar na cabeça do assassino e descobrir como e porque dele ter matado quase a família toda e perseguir a Victória já na sua vida adulta.
O desfecho final foi um pouco corrido mas deu para esclarecer as nossas dúvidas.
Não foi um dos melhores livros do Raphael Montes, mas como eu disse, ele é tão desconfortável de se ler que acaba sendo uma nova experiência. É um verdadeiro soco no estômago.

E então?
Vamos brincar ?

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